11.30.2010

Sábado tardio

Este sábado o começo foi bem mais tardio que o usual por força de outros afazeres mas foi também a forma de evitar o frio da manhã. Foi mais uma longa sucessão de subidas que visavam chegar às descidas mas o pouco pedalar das últimas 2 semanas fez mossa na pujança física. Isso e o terreno pesado (mas ainda óptimo para a aderência) levaram a que nas centenas de metros finais as caimbras tenham levado a melhor, algo que já não acontecia há um tempo. Mas o incómodo foi largamente compensado pelo prazer das descidas efectuadas, uma delas (burros) completa pela primeira vez sem pé no chão :-)). Ainda deu para desobstruir uma parte do Dimas3 (sim, já tinha caído mais uma acácia mesmo em cima do trilho....) e fazê-lo primeiro a subir, depois a descer. Valeu pelo gozo que espero muitos outros partilhem e continuem a ajudar a limpar e a manter; experimentem que vale a pena a sensação!

11.26.2010

Bicicletas de Montanha! Literalmente!!

Inversion Riders from Big Col on Vimeo.



Somewhere in the mountains... from Big Col on Vimeo.



Alpspitze, part 1 from Big Col on Vimeo.

Titus de regresso ao Planeta

Tal como a do Mark Twain, os rumores da morte da Titus foram exagerados :-))
Eis que surge alguém para cuidar da marca, a Planet X (http://www.planet-x-bikes.co.uk/).
Mais detalhes aqui

11.15.2010

Nem bêbado...

Magura Camp - Hangover trail from Bike Magazine on Vimeo.


...quanto mais de ressaca eu faria os minutos iniciais deste trilho. Mas há quem leve a sua Titus aqui :-)))

11.13.2010

Registo de Manutenção - Pastilhas de travão roda de trás

As EBC atrás não duraram 6 meses!! :-(
Agora para remediar levou umas BBB (na estreia portaram-se bem sem ruídos; veremos a durabilidade).
As da frente ainda aguentam mais um pouco.

Registo de Manutenção - Cubo roda de trás

Limpeza, lubrificação e aperto do cepo

É obra!!

E ficou pronta :-))))

11.09.2010

“The” para-lamas


Está a chegar o tempo da lama e de colocar o atenuador da dita. Não é uma peça que mereça uma análise à performance mas lembrei-me que nunca aqui o mencionei e já tem uma meia dezena de anos. É leve, bonito, discreto q.b., cumpre na íntegra as suas funções e afasta muita porcaria da minha vista. O que já não é pouco... :-)

11.07.2010

Homenagem - Algumas fotos
















Algumas imagens de hoje, cortesia dos Metralhas-BTT. A reportagem completa está no forum.btt.

Homenagem – Uma limpeza

Hoje não houve bike, a manhã foi dedicada à anunciada limpeza e restauro do Dimas3. Compareceram cerca de 40 pessoas e foi bonito de se ver. Senti orgulho em ver o pessoal a organizar-se de forma quase espontânea, uns limpavam, outros arredavam troncos, outros recuperavam pontes, todos iam dando opinião sobre a melhor zona, tentando manter o espírito inicial do trilho, etc. Riu-se, brincou-se, desobstruiu-se o leito do ribeiro e recuperou-se quase totalmente o que uma inqualificável acção de pseudo-desmatação arruinou. Tenho as pernas mais doridas que se tivesse feito um passeio de 60 Km mas fiquei muito contente. É difícil de explicar o prazer de limpar uma zona e rever ali pedras, curvas, obstáculos, tantas vezes feitas, tantas ainda por fazer. E verificar que havendo interesse, iniciativa, um motivo forte, as pessoas aparecem e contribuem. Fez-me recordar a iniciativa de limpeza do Hudson promovida pelo Pete Seeger há várias décadas atrás. Muitos irão beneficiar do que estes poucos fizeram, mas isso agora não importa, pode ser que alguns desses no futuro queiram também no futuro contribuir para manter uma zona fabulosa para a prática do BTT. Para já ficou a primeira e muito merecida homenagem ao Dimas mas fica também aqui o meu reconhecido obrigado aos mentores da iniciativa sem o qual isto não teria sido possível: ao pessoal da militia (Fininho e JP em particular) e do CPFR. Os homem sonharam, a obra está a (re)nascer!

Registo de Manutenção (cubo roda frente)

Limpeza e lubrificação do cubo da roda da frente

11.05.2010

TLD 2.VI – Quadro Titus Motolite

Há 4 anos atrás, quando fiz o TLD sobre o quadro SantaCruz Superlight terminei o post dizendo que era “um excelente quadro que continuo a gostar bastante e ao qual já me afeiçoei tanto que é difícil equacionar a substituição”. E alguns meses depois chegou a Motolite! Hoje posso escrever a mesma frase sobre a Motolite, no dia em que soube que a Titus vai fechar portas!! Parafraseando Mr G, vamos passar a pedalar em relíquias. Mas desta não faço tenções de me desfazer da minha preciosidade. Em primeiro lugar porque ao contrário da Superlight, nesta o limite ainda sou eu. O que gosto e sou capaz de fazer está acessível à Motolite sem limitações e nela sinto-me "uno" com a máquina. Sobe bem, desce melhor, é eficaz em longas tiradas, é versátil em termos de curso, é agil, é resistente, tem uma pintura de boa qualidade e poucas mazelas. O sistema FSR do quadro continua a ser um dos melhores (se não mesmo o melhor...) e em conjunto com o RP23 funciona muito bem. Tem uma geometria que aprecio (e.g. ângulo da cabeça, distância ao solo), uma estética “clássica” e a partir de agora uma ainda maior exclusividade. Definitivamente não preciso e não a quero trocar!

11.04.2010

TLD 2.V – Estética mas não só

Há alguns componentes que sendo pequenos, podem tender a ficar esquecidos mas são contudo essenciais para o (bom) funcionamento do conjunto. Este post é sobre componentes que chegaram à bike muito por razões estéticas mas que vão muito para além disso.

Guiador Answer ProTaper Lowriser Carbono – Tem cerca de 1 ano e meio (Junho09) e é a única peça integral de carbono da Titus. Veio substituir um Race Face Evolve XC e relativamente a este tem nas extremidades uma inclinação ligeiramente superior (para os mesmos graus de elevação) e mais 5mm de comprimento. É muito confortável, mais leve, mas não posso dizer que note uma diferença significativa em termos de performance; talvez me sinta mais à vontade numa ou noutra descida, um pouco mais “racing”. Em termos de resistência, só teve uma queda digna de registo (e levava o suporte do GPS que rodou!) e para já continua a merecer a minha completa confiança. Creio que aqui o mais importante é não exceder os torques recomendados para o carbono.

Pedais Shimano XTR – Talvez o componente em que mais notei a passagem da versão XT para o XTR (em Maio09). Primeiro com uns Ritchey e depois com os XT, nunca senti aquela confiança de “o pé sai de certeza quando eu preciso”. E aí os XTR são fantásticos. Mesmo com lama o desencaixe é perfeito e isso foi dando a confiança para tentar zonas mais técnicas, em subida ou descida, beneficiando sempre do encaixe. É um facto que o encaixe parece igual ao XT...mas não é! E esteticamente são lindos embora tenha de reconhecer que os novos XTR ainda são mais... :-)(mas não faço tenções de trocar!). Também não tenho planos para os abrir; o funcionamento continua perfeito e em equipa que ganha não se mexe.

Crank/pratos Shimano XTR – Também aqui a evolução do XT para o XTR (em Dez08) foi algo inicialmente motivado pela estética mas ainda tem todos os pratos originais, não tem folgas nem foram necessários apertos, os cranks não estão coçados pelos sapatos, enfim, um verdadeiro topo de gama. Já adquiri um prato pequeno, também XTR, para uma substituição futura que este começa a ameaçar uns chupões, agora que as chuvas já deram o primeiro sinal. O do meio também já tem substituto mas esse não é shimano porque aí o preço é proibitivo. Espero só fazer a troca já em 2011 mas veremos como se desenrola este final de ano. O prato 3, a talega, esse é que garantidamente não será trocado; tem uns arranhões e pancadas mas os dentes estão muito bem para a utilização que lhes dou.

Apertos de rodas – Naturalmente as Mavic vinham com uns originais e são excelentes. Mas na perspectiva da personalização, troquei-os há um ano por uns Hope vermelhos, esteticamente mais elegantes e que tem funcionado muito bem. Leia-se: as rodas só saem quando eu quero. O que é, convenhamos, relevante :-) (já agora, os apertos Mavic estão lá em casa, se alguém quiser comprar vendo baratao...)
Aperto (rápido) de espigão – pela mesma razão, é também um Hope vermelho. Até acertar com a força adequada e necessária (suficiente para não deixar o espigão baixar e para se abrir sem esforço) lutei um pouco com ele e estive mesmo a considerar desfazer-me dele. Mas depois de uma limpeza e lubrificação está óptimo. Cada vez recorro menos à prática de baixar o selim em descidas íngremes mas mesmo assim ainda acho que justifica a sua presença.

11.03.2010

TLD 2.IV (a óleo)

Travões Hope M4 – Discos de 180 à frente e 160 mm atrás. Substituiram os Mini e com estes partilham algumas características que os fizeram manter a minha preferência pela marca: leves, muito progressivos, boa dissipação de calor (atendendo à dimensão das descidas que costumo fazer, claro), fiáveis, esteticamente apelativos. Em relação aos mini, ganham essencialmente na capacidade de travagem. São de pistão duplo e estes tem de ser limpos com alguma frequência embora esta seja uma operação fácil. Tem cerca de 2 anos e meio (Fev08) e creio que só foram sangrados 2 vezes: por ocasião da mudança de um pistão (*) e na altura em que lhe fiz uma alteração estética (**). A mudança de pastilhas (***) também é fácil e não obriga a nada de mais, apenas a cautela. Os discos flutuantes são lindos, tem pouco desgaste e na semana passada, pela primeira vez tive de dar um desempeno ao de trás. No cômputo geral estou muito satisfeito e não penso em trocá-los pese embora, em poucas ocasiões desejar que fossem ligeiramente mais potentes.

(*) ver post de 16.03.2009
(**) ver post de 24.06.2009
(*) Hope, Shimano XT ou EBC.

11.02.2010

Intervalo de Confiança

O passeio deste domingo era desaconselhado pelas fortes chuvas de 6f e sábado e pelo vento que iria soprar. Mas considerando que Sintra é Sintra, que era suposto juntarmos elementos que não se encontram amiúde, lá fui. Aproveitei a melhoria de forma e a mudança de hora para chegar uma horita mais cedo que os outros e nesse intervalo fui fazendo umas subidas e descidas a solo. A ideia era aquecer mas apanhei logo 2 aguaceiros que mantiveram a temperatura corporal e, claro, muita água! Lá fui ao encontro da malta mas afinal houve uma falha de comunicações e ficámos apenas os do costume. Lá se galgaram umas subidas mas no que diz respeito a descidas, o gang anda temeroso e não houve duelos intens(e)s com a Titus que está num pico de confiança e efectuou mais umas escabrosas sem a habitual pressão na roda traseira. Ao que parece, é mais fácil substituir uma cartridge que o medo da queda :-)). Mas à semelhança de outros, também eu faço aqui o meu pacto de silêncio e não apresso juízos. Nem sobre estados de espírito nem sobre atitudes.

TLD 2.III (a ar)

Suspensão Fox Talas RLC (+/- 2 anos) – Depois de uma Talas R, fiz há cerca de 2 anos o upgrade para uma RLC 100-120-140mm (*). Relativamente à anterior, bastantes melhorias. O mais óbvio claro é o LC (Lock-Compression) que lhe dá uma versatilidade acrescida. Não gosto muito de a bloquear totalmente porque depois esqueço-me de a desbloquear mas a gradação existente é muito eficaz. Permite-me por exemplo andar com pressões inferiores mas em zonas pouco técnicas aumentar-lhe a compressão. Depois a forma rápida e prática de mudar o curso com apenas 3 posições; agora até em andamento o faço. Mantenho a opinião inicial, mudar o curso altera a suavidade (menos curso, mais rigidez), apesar o Talas supostamente anular esse facto. Já fez 2 revisões e mantém-se óptima com um senão: a cada 2-3 passeios tenho de ir lá com a bomba “confirmar” a pressão. É que, por estranho que isto soe, o facto é que, com o passar do tempo ela se vai tornando mais dura, como se sugasse ar para a perna esquerda. Nem é tanto os Kms efectuados, é mais quando ela não está a ser usada (entre voltas). E o problema resolve-se com a simples introdução da bomba (que fica com óleo quando o faço...), nem é necessário baixar a pressão; o simples ”escape” da abertura da válvula com a bomba resolve. Já andei a pesquisar em fóruns e não encontrei nenhuma explicação plausível até hoje. Se alguém tiver dicas...

(*) os cursos nas novas Talas2011 vem de acordo com estudos de marketing sobre os cursos mais utilizados. Má opção para quem como eu usa os 3!

Amortecedor Fox RP23 – O original que vinha com o quadro. Em 4 anos fez uma revisão e levou uns casquilhos. Se disser que lhe verifico a pressão talvez 1 vez a cada 3 meses, já sou capaz de estar a exagerar. Funcionamento óptimo e eficaz (acho que o usei bloqueado aí umas 2-3 vezes em estrada), tenho-o com uma pressão ligeiramente superior à recomendada para o meu peso de forma a que não “bata” no fundo. Tenho-o montado na configuração 5 polegadas e com esta pressão deve fazer aí umas 4,5-4,7 (e basta um giro em Sintra para efectivamente as fazer!).