5.31.2009

Sábado calmo


Ontem e na ausência de companhia que não o escaldante sol, optei por um passeio mais à beira-mar. Partindo da Lagoa azul, 3 ou 4 trilhos no fresco da serra, depois descida para Colares, praia das maçãs, praia grande, adraga, cabo da roca, abano, guincho, Malveira e fim. A generalidade dos meus parceiros habituais não é fã deste percurso por causa da areia que se apanha antes da Adraga. Mas eu acho que os bocados de falésia e na praia valem a pena.
E valeu também a estreia dos Sidi e dos pedais XTR. Os sapatos são muito confortáveis, não deram formigueiros nem dores e acho que acertei com a posição dos cleats. Os pedais são uma maravilha! Depois de encaixar, parece que os sapatos passam a ser parte integrante da bike mas apesar disso, desencaixar é fácil e seguro. Ambos aprovados.

5.29.2009

Finalmente...


...decidi-me a estrear os SIDI e a colocar os pedais XTR. Espero que a adaptação a ambos seja rápida. Os antigos sapatos BG estão ainda funcionais e ficarão para os dias de chuva e lama ou para uma emergência. Quanto aos pedais antigos (M-540) estão em óptimas condições; ainda não decidi se fique com eles ou se os venda. Alguém interessado? (o preço será simbólico)

5.27.2009

Porreiro, pá!


Foi a modos que um corolário tardio, ruidoso e bem disposto dos dias de “Viagem”. Agora só falta compilar o DVD de fotos. Malta, eu depois aviso como passar as cópias.

5.19.2009

Retorno

Este fds as pedaladas regressaram aos locais habituais. No sábado uma volta em Sintra com escabrosas q.b.; no domingo, a “zona saloia” de Odrinhas, Lampas, Lizandro. Estava curioso como iria ser a reacção de voltar a fazer passeios “em círculo” e por trilhos bem conhecidos. Foi boa! Continuo a gostar dos trilhos como dantes e não fiquei com a sensação do “soube a pouco”. No sábado então levei uma tareia ao contar episódios da Travessia enquanto tentava acompanhar os GeoRaiders nas subidas. Por melhor que eu esteja, Mr A, Mr G e Mr NF estão sempre a milhas...! Naturalmente o ritmo foi diferente e o número de Kms menor. Mas tirando isso, foram 2 passeios divertidos. Confirma-se que os antigos cabos já tinham ultrapassado (e bem!) o prazo de validade, que as pastilhas novas (shimano XT) fazem mais ruído que as anteriores (Hope) e que o Captain à frente é um excelente pneu, muito direccionável (a maioria do piso estava seco mas algumas secções estavam ainda húmidas). Vai lá ficar durante uns tempos, veremos da sua durabilidade.

5.16.2009

Registo de Manutenção

Esta semana foram substituídos cabos e bichas de ambos os desviadores (que diferença agora!!).
Levou pastilhas novas à frente e as antigas foram para o travão traseiro.
O Captain foi colocado na roda da frente; o Nevegal velho fica para suplente.

5.15.2009

Para ASG

Essa mágoa de dia 14 não se pode apagar e eu compreendo-a perfeitamente. E não há equivalente ao teu lamento twitter que eu possa postar. Afinal, é “apenas” o único tema já repetido neste blog, é o meu “in repeat” na Radar :-). Mas 2 décadas atrás houve um projecto que me marcou tanto como actualmente o Hegarty. Fica a oferta (Vasco perdoa-me :-), espero que atenue o desapontamento:

http://www.youtube.com/watch?v=4mUmdR69nbM

Etapa 6 – Fuga e Final






Final para nós porque outros estão ainda hoje pelos Algarves para acabar amanhã esta viagem. Mas para os membros do mega-gang (ML, LD, RB, Eu), seriam os últimos 70 Km de diversão e escape. E íamos subir a Monsanto por uma calçada técnica e descer por outra. As forças estavam guardadas ainda para esta cereja (é a altura delas!) que se revelou carnuda e bem saborosa. Subir aquela calçada foi magnífico e igualmente magnífico foi subir até as castelo sempre com a bike embora parando amíude para fotos dos 1001 recantos de Monsanto. Mr ML é que não podia parar pois tinha metade dos comerciantes de Monsanto no seu encalço mas isso é outra história. E lá em cima, aproveitar todos os bocadinhos mais trialeiros que a coragem permitia para fazer muitas fotos, filmes e tentativas abortadas de galgar rochedos, escadas e degraus. Depois descer lançado desde o topo quase até Idanha e estava o dia ganho. Passagem pelo santuário da Sra do Almortão onde eu, se fosse crente, teria agradecido por estes dias de sol sem problemas, sem quedas, só de coisas boas. Assim agradeci antes ao António, não o Santo mas o Malvar que também merece a nossa devoção pela paciência e por organizar estas coisas. Adiante. O dia terminou com estes 4 a picarem-se e a gastarem as energias em constantes fugas e re-aproximações nos estradões que nos levaram ao Ladoeiro. Um final em beleza. Estava feito! Depois foi arrumar as coisas, jantar com a malta e o regresso a casa. Valeu muito a pena!! E se acham que estes relatos exageraram a realidade vão aqui para mais fotos e detalhes:

http://apedalarequeagenteseentende.blogspot.com/
http://brockas.blogspot.com/

5.14.2009

Etapa 5 – Aguentar!




Estava prometido que esta etapa ligando Alfaiates a Monfortinho seria a mais dura e a de maior isolamento atravessando a Malcata e colocando por diversas vezes as rodas em território espanhol. Mas apesar dessa dureza (aqui senti que o treino tinha valido a pena!) foi uma etapa frugal em episódios. Trilhos muito rápidos mas escorregadios, um forte calor, bastante pó, grupo bastante fragmentado e uma dezena de Kms finais muito belos seguindo o rio Erges. E um prolongado descanso nas suas águas rasas e tépidas como se demonstra nas fotos. Com tanta vaca a montante o motivo para essa calidez é questionável mas poucos foram os que se importaram com tal facto. Lindo mesmo foi a entrada na recepção do Astória ainda com limos agarrados ao corpo. Isso e os ovos mexidos com alheira de caça ao jantar, ambos os ingredientes tão dificeis de avistar quanto os linces...

Reflexos 2


Reflexos 1


5.13.2009

Etapa 4 - Gastar a talega




Da etapa 4 que ligou Castelo Rodrigo a Alfaiates pouco há a dizer. Planalto Beirão, vento fraco e favorável, prato 3 na maior parte do percurso, uma paragem mais demorada em Almeida alguma contenção na média para não chegarmos a Alfaiates muito cedo. Sim, porque em Alfaiates não havia muito para fazer. Ainda fomos dar um mergulhinho na barragem e o resto do dia gastou-se no jantar, matraquilhos e snooker. Uma jornada calma de preparação para o quinto dia.


Ordem natural


Travessia de


Etapa 3 – Alma Cheia







A terceira etapa ligou o Freixo a Castelo Rodrigo com passagem por Barca d’Alva. Uma etapa curta mas em V altimétrico e feita num dia bem quente para apimentar as coisas. Aquele microclima não dá apenas excelentes vinhos (inadmissível a organização não ter umas garrafitas de tinto à nossa espera para o “almoço” :-) ); também dá umas boas suadelas. Mas vamos por partes.
Saímos de freixo e começámos logo a subir para o Penedo Durão, local de paisagem majestosa e rampa de lançamento para grifos e outras rapinas. À nossa chegada fomos logo sobrevoados por uns quantos mas devem ter achado que ainda estavámos demasiado vivos para eles e lá foram à vida deles. Nós também e fomos galgando Kms até ao inicio da calçada de alpajares. Uma trialeira com 36 ganchos que fez as delícias da Titus. Outros mais cautelosos (ou menos afoitos) optaram por fazê-la maioritariamente à mão. E aí, num gesto solidário, 6 de nós fizeram o mesmo...mas em sentido contrário!! Foram cerca de 30 min a empurrar as bikes até lá acima, de volta ao ponto de partida. Para a fazer novamente? Não! Para fazer uma outra, pessoalmente, mais espectacular ainda. Orgásmica! Pela envolvência, pela adrenalina do trilho, pelo riacho fresco no final, até pela subida trialeira que se seguiu. Quando saímos dali os 6, ninguém se lembrava já dos 30 minutos a pé! Daí até Barca d’Alva foi um pulinho, o mesmo tempo que demorou a comer umas pataniscas e uma sandes de presunto antes de arrancar para o “forno”, ao ritmo do Malvar que gentilmente ficou à nossa espera para que estas “ovelhas negras” não se tresmalhassem (António, mil obrigados). Daí até ao término há pouco para contar, subir, rolar, voltar a subir até ao topo de Castelo Rodrigo, abancar, comer e beber. Esta foi uma etapa que me encheu as medidas!

5.12.2009

Quem é quem?


Carinha Laroca


Free Pedro


Etapa 2 – A aquecer











Depois de um bom jantar e passeio pela pacata Sendim (bebericando um Carolans pelo caminho já que a malta não mo deixou beber dentro do café!!) foi a sorna. Ao acordar tinhamos a roupa de todos espalhada pelos varões e mesas da residencial, já que a D Lurdes teve a cortesia de ainda nos tratar da barrela. Ainda pensei em agarrar nuns calções Assos mas portei-me bem e lá recolhi os meus Briko.
Depois foi começar a pedalar em direcção a Freixo de Espada à Cinta. O dia ia ser mais ameno (menos de 80 Km...bof, que é isso :-) mas prometeram-nos uma calçada cuja subida seria um desafio. O primeiro duelo para a Titus e Intense. Lá chegados deu para ver que seria um misto de paciência e força já que as pedras estavam com uma aderência óptima. Não a fiz à primeira mas olhando para trás, ela parecia tão tentadora que a desci toda e voltei à carga, desta vez com sucesso. Alguns obstáculos mais adiante e o trilho terminava nuns valentes calhaus que a Intense passou logo. A Titus estava um bocado inibida pela assistência mas perante a provocação lá se esmerou e também esse obstáculo foi transposto. O almoço estava merecido e as coisas começavam a compor-se. Lá fomos andando sem grandes sobressaltos até ao Carrascalinho (um local onde também se vêem águias e abutres pelas costas...:-) e sua espectacular vista terminando mais tarde no Freixo. Terminando? Não foi bem assim! Já que o calor apertava e as pernas estavam ainda frescas, 5 de nós ainda fomos ao banho na Congida. Soube bem ir (sempre a descer até ao Douro) mas o regresso....
Do jantar deste dia fica a memória da excelente salada e daquele vinho branco da adega cooperativa local. Um must!








5.11.2009

Shadows and Dust!


O jumento é o da esquerda!


Ignomínia

Etapa 1 – Apalpadelas










A etapa 1 ligou Bragança a Sendim com uma extensão na casa dos 80 Km e pouco mais de 2k de acumulado. Fomos tão alertados para o possível empeno que confesso a apreensão sentida à partida. Daí me ter resguardado bastante nos Kms iniciais. A ideia não era apenas terminar esta etapa mas chegar suficientemente descansado para as seguintes. A meio do percurso comecei a sentir o formigueiro de andar mais e mais depressa. As subidas eram tranquilas, as paragens simpáticas e o tempo propiciava. De forma que os últimos Kms foram feitos sempre a abrir aproveitando uma zona divertida e ligeiramente descendente. A primeira etapa estava feita, soube até a pouco, não houve dores nem ameaços de caimbras. Não houve trilhos fantásticos, nesse aspecto esta foi para mim a etapa mais pobre. Mas houve posta ao jantar, bem regada e numa excelente companhia. Logo aqui o ambiente entre o grupo superou as minhas expectativas e indiciou o que as etapas seguintes confirmaram: foram dias muito bem passados.







5.09.2009

Travessia 1 – Resumo


Já voltei. Muito resumidamente, cerca de 500 Km percorridos, uns 9 Km de acumulado, 0 problemas na máquina, nenhum empeno, muito bom tempo, excelente grupo, paisagens magníficas, boa comida, alguns trilhos ao gosto da Titus e só não ficou a vontade de continuar por saudades da minha filhota. Posso dizer que foi memorável e que valeu bem a pena. Nos próximos dias seguir-se-ão vários posts sobre as várias etapas e seus episódios. Não posso é colocar todas as fotos porque são mesmo muitas. E aos amigos que foram e se fizeram lá, muito obrigado!