4.30.2009

A Travessia


E amanhã lá vamos nós. 6 etapas, de Bragança ao Ladoeiro. Foi para isto que treinámos o endurance, para pedalar, comer e dormir durante 6 dias. Ainda pensei em levar o portátil para ir fazer um relato diário, postar uma fotos e fazer inveja aos amigos que não foram. Mas o mais provável era que o dito portátil nem saísse do saco, tal será o cansaço e falta de pachorra para todos os dias ainda editar fotos e adicionar textos. Por isso, fiquem-se já com a inveja porque relatos só para a outra semana. Os mais curiosos podem sempre telefonar para saberem o que perderam :-))
Bjs e abraços

4.27.2009

Simplex


Hoje inaugurei um serviço do Simplex. Fui o cliente número 1 e guardei a senha e tudo. Ironicamente o MB estava fora de serviço, vários pedidos ainda são feitos por fax e ainda não há “templates” em formato Word das minutas para enviar por email. Mas consegui tratar de tudo no mesmo local. Já não foi mau!

4.26.2009

The Crying Light

A minha amiga Lena deixou-nos. Espero que ela esteja agora em paz, com ela e com a vida que lhe foi madrasta. Foi alguém a quem eu fui buscar forças nos últimos tempos. Sei o quanto isto é cliché mas parece que as últimas palavras que me disse, aqui há dias, eram premonitórias de uma despedida. E foi um desejo de coisas boas. Para ti Lena, até sempre.

Belo par


Entre sáb e dom a Titus fez cerca de 140 Km como preparativo para a próxima semana. Treino de pernas e resistência ao selim. No sáb, 60 na zona Sesimbra-Espichel. Percurso com algumas zonas técnicas, 2 valentes subidas mas poucas dificuldades no cômputo geral. A ideia era ter feito mais uns 10 Km mas Mr ML deu alguns sinais de fadiga localizada (…o selim!) e ficámos apenas pelo que soube bem, sem sacrifício. Ele no final recorreu ao recuperador, eu à SuperBock! Hoje fiz-me à estrada fazendo companhia às rígidas de pneu fino e este belo par não deu mostras de fraqueza. Acompanhou as outras nas subidas e nas descidas, nas partes rolantes, ali, sempre a dar-lhe. Grande máquina! Bastou uma maior pressão nos pneus e o bloqueio da Talas a metade. E com a ajuda (também localizada…) do Bepanthene não houve dores significativas. Nem sinais de caimbras! Isto parece estar bem encaminhado.

4.24.2009

(En)Duram?


As antigas luvas Race Face vão ser aposentadas. Valeram o que custaram: muito pouco!! E duraram ainda menos! Talvez não se pudesse pedir muito mais considerando o preço mas agora espero que as suas substitutas durem um pouco mais fazendo jus ao nome da marca. Pelo menos serão seguramente mais confortáveis já que apresentam umas boas protecções para as palmas das mãos e para a zona do nervo ulnar em particular. O color coding é, obviamente, preto e vermelho. Algumas coisas são efectivamente para durar.

4.21.2009

Dark was the Night


Tenho para mim que a audição e a descoberta de músicas não devem ter que ver com a sua data de lançamento mas com o facto de estarmos pré-dispostos a ouvi-las. Como se fossem as musicas a encontrar-nos, não o contrário. Não me cativa o download indiscriminado nem a audição fugaz de álbuns. Abomino o fast listening. Tal como as peças da bike, um bom álbum tem de passar o teste da durabilidade antes de ser louvado. Hoje, por gostar mais dele do que há 2 meses atrás, fica o tributo à colectânea dos irmãos Dessner.

4.19.2009

Mas há coisas que se podem melhorar

Hoje voltei à Titus e como não dava para um passeio longo fui fazer alguns dos trilhos da semana passada como um comparativo adicional com a stumpjumper (SS). Após as análises descritas nos últimos posts, fui experimentar a Motolite (ML) com um avanço mais curto (90mm) e com um espigão recto. Diminuí assim as diferenças de posicionamento relativas à SS. Nesta ajustada configuração confirmou-se tudo o que eu esperava. Em subidas longas torna-se mais cansativo mas na transposição de obstáculos curtos, mesmo que íngremes, torna-se mais ágil, mais em controlo. Em zonas rápidas, abertas ou single-tracks, planas ou a descer, não senti nenhuma limitação da ML. E nas zonas mais escabrosas, continuo a achá-la superior à SS. Apenas em singles sinuosos mas pouco técnicos a SS, mais baixa e maneirinha, leva a melhor.
Portanto, mantenho a minha opinião inicial, para mim a ML ainda é A máquina :-))

4.14.2009

Nem tudo é bom


Obviamente que numa bike de testes não estão montados apenas componentes topo de gama. E por isso há coisas na bicicleta testada que poderiam (para mim) ser facilmente melhorados dando ainda uma melhor performance à máquina. Fica uma pequena análise ao que me pareceu mais significativo:
- apertos de roda Dtswiss. Deixem estar. Não são bonitos, não são rápidos, não são práticos. Podem ser robustos, podem ser fiáveis mas são dados a má colocação (nestes 3 dias tive de tirar as 2 rodas e o de trás achei que estava mais que fixo e depois vi que não).
- travões Avid Juicy 7. O “sumo” acaba-se muito depressa. Bom tacto ao princípio mas fatigam-se num instante. Em single-tracks mais compridos e sinuosos este quadro bem merece uns travões à altura. No mínimo uns MonoMini!
- desviador traseiro SRAM X-0. Comparativamente ao meu XTR dificultam bastante a colocação da roda traseira (aquela mola é um portento de força!). Sobre o resto nada a apontar.
- manípulos SRAM X-9. Funcionam lindamente mas não percebo porque não fizeram a patilha do downshift mais comprida. Temos mesmo de esticar o polegar para lá chegar.
- pneus Captain 2.0 – Excelente tracção, óptimos na roda da frente. Demasiado frágeis para a roda de trás. Ele é furos, ele é rasgões, andar com aquilo na roda traseira é uma roleta russa. O que tenho na Titus, em 2 meses já tem vários pequenos golpes, o desta bike tive de lhe colocar um reforço na parede lateral (onde já tinha um rasgão remendado), Mr ML já rasgou o dele, no domingo Mr D furou o de trás, eu furei o da frente, e não vou descrever casos mais antigos.

4.12.2009

Stumpjumper II

Gaita que aquilo é mesmo eficaz a curvar. Hoje fomos fazer mais uns Kms em zona conhecida, sem escabrosas mas com alguns singles rápidos (Belas). Ficou o amargo de boca de ter de reconhecer que, para algumas das coisas que eu gosto de fazer, a minha linda possa não ser a coisa melhor que existe. Inclusive deixou-me a pensar em como poderei “atenuar” as limitações da Motolite sem perder a sua polivalência (e.g. mexendo no avanço e espigão de selim). Sim, porque com a Stumpjumper voltei a bater com o crank no chão e a contornar um drop mais alto para não bater com o prato 3. Mas fora isso…..
Chegámos à conclusão que o melhor mesmo seria sair-nos o euromilhões e contratar uma espécie de mordomo para vir connosco trazendo uma segunda bike; assim, consoante o trilho levávamos sempre a melhor. Mas como isso não é possível e precisamos do compromisso (até por limitações financeiras!) cá por estes lados a Motolite continuará a ser dama única. Até porque, como tem provado uma certa Airborne (rígida Ti), o mais importante ainda é o “kit de unhas” (a Intense que se cuide ou ainda é trocada porque tem ali uma forte competidora…:-))

Stumpjumper


Este fds, estando a Titus na revisão (folga num dos casquilhos) ando a exercitar-me numa outra bike, a Stumpjumper da foto, cortesia dos meus amigos da Mega Aventura. Por diversas vezes já aí tivemos despiques humorísticos sobre a qualidade das Specialized versus a minha Titus. Até agora, cada um defendia a sua dama baseado apenas em suposições já que ninguém tinha efectivamente testado o outro lado. E quando digo testar não é apenas trocar de bike durante 50 ou 100m. É fazer bastantes Kms, em locais conhecidos, com a bike devidamente ajustada. Ora, cerca de 75Km volvidos, posso então deixar aqui o honesto testemunho/comparativo que prometi ao MegaMário. Aqui vai:
- A bike testada é um M com componentes de gama média. Estes componentes são obviamente importantes para a performance mas ficam para um outro post (os mais relevantes). Neste vou focar essencialmente no desempenho geral do quadro.
- As dimensões principais estão ilustradas na foto. Resumidamente pode dizer-se que esta Stumpjumper é uma máquina mais pequena que a minha Motolite (também M). Sendo a distância entre eixos das rodas semelhante nas 2 bikes, a stumpjumper é mais baixa em cerca de 2,5cm (distância do eixo pedaleiro ao chão), o quadro é cerca de 4 cm mais curto e, com um avanço de 90mm (o meu é de 100), a distância entre o guiador e o espigão é 8cm mais curta que na Motolite. Em contrapartida apresenta um ângulo mais aberto na coluna de direcção.
- Estas diferenças na geometria tem como principal consequência um excelente desempenho em single-tracks rápidos e sinuosos. Esse é sem dúvida o local onde a Stumpjumper mostra toda a sua agilidade; a curvar, a descer ou subir aquilo é mesmo eficaz e muito divertido. Foi uma positiva surpresa. É além disso uma bike ultra-estável, muito manobrável, quase intuitiva; o “brain” funciona como uma mais-valia aí em 95% dos casos. É uma bike que “puxa” o seu dono para uma utilização mais específica, menos versátil mas que lhe tolera muitos erros. Não é uma estradista, é uma gozona, uma bike de que se gosta ao fim da primeira descida.
- Já a menor distância ao solo, se lhe dá estabilidade, faz com que em zonas mais técnicas (drops, buracos, etc), os pedais batam no chão e que o prato grande chegue a bater com os dentes no solo. Isto limita-lhe a frequência de alguns (poucos) trilhos mais agressivos e diminui-lhe a polivalência. Neste ponto a Motolite leva ainda a palma pois tem uma maior gama de zonas (ex: DHs, drops grandes, etc) às quais se adapta bem.
- O quadro mais curto pode ser uma vantagem em termos de manobra e agilidade embora torne o pedalar mais esforçado, principalmente devido à nossa posição no selim relativamente ao eixo pedaleiro.
- Em conclusão a stumpjumper, é uma máquina mais direccionada, muito divertida, uma all-mountain que servirá na perfeição os gostos e necessidades de uma maioria de pessoas. Não é uma all-in-one e só por esse aspecto, eu ainda me inclino para a Motolite, mesmo sabendo que perco alguma agilidade. Mas reconheço que não foi um sacrifício estes Kms numa outra bike, antes pelo contrário.

4.07.2009

Dores

Algures no “Mundo do fim do Mundo” e a propósito de uma cavalgada, Luis Sepulveda escreve que o cu é a parte do corpo que mais rápido esquece os maus tratos. Não sei se ele tem razão ou se nunca andou de bicicleta no PNSAC. Pouca altimetria, muita pedra, pouco tempo a pedalar levantado do selim, muita pancada nas redondezas do sacro-ilíaco. Eu disse muita pancada? Queria dizer MESMO muita pancada! Já aumentei a resistência às caimbras, agora temos de trabalhar este aspecto. Dicas construtivas aceitam-se.

PS - mas as dores do fds foram compensadas pela estreia de mais uns Kms de trilhos e single-tracks de dar água na boca :-)

Se......


...ele andasse de bike como fotografa, era um grande artista do pedal. Mas parece-me que a Santa Cruz não deve andar aí desde o nosso "Going Down" de 2008!

4.01.2009

Hoje!

Vou comprar uma rígida de carbono para fazer maratonas!