Creio que o pedalices já atingiu uma certa respeitabilidade para poder abordar certos temas menos próprios, susceptiveis de algum incómodo. Arrisque-se e deixemos os tabus para os políticos. Claro que isso não invalida uma contenção verbal, nomeadamente se o tema proposto for o IF (*). Que aumenta em razão directamente proporcional ao número de Kms percorridos na bike. Que se manifesta de formas mais ou menos expressivas, que obriga a um certo arejamento do meio de transporte e que pode criar embaraços em compromissos sociais pós-pedalada. Ora se esses compromissos forem relevantes (ocorre-me por ex um almoço com o chefe... :-) podem ser observados determinados cuidados que previnem e diminuem o IF. Um aumento no IF está relacionado com a não absorção de açucares no intestino delgado que passam assim para o grosso onde são fermentados por acção bacteriana. Esta incompleta absorção de açucares pode dever-se ao consumo de alimentos com elevado teor energético (como barras, bananas, etc), típica em situações de esforço. Se esse consumo não for doseado, poderão ocorrer “picos” em que a nossa capacidade celular de absorção é excedida e lá vão os açucares parar às bactérias com as consequências já mencionadas. Pode também diminuir-se o IF comendo, no dia anterior, alimentos de fácil digestão ( confecção à base de cozidos e grelhados, pouca gordura e sem álcool; evitar as leguminosas como feijão, grão e favas; consoante o indíviduo os laticinios podem também ser uma fonte de gases). Pode evitar-se também alimentos com maior teor de enxofre como ovos, cebola e couve-flor pois as bactérias usam-no produzindo gás sulfídrico cujo odor não é muito agradável. Assim, se for o causador ou um dano colateral de uma subida no IF de alguém, pelo menos agora sabe que existem poderosas razões fisiológicas para tal.
E pronto, se chegou a este ponto, concordará que houve um esforço de manter este tópico, de f(l)ato, num nível interessante. Para descer consideravelmente vá agora
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(*) IF = Índice de flatulência