5.28.2008

Manutenção


É um tema que infelizmente se vai tornando recorrente mas a inexorável passagem do tempo aliada à proliferação de pessoas nos trilhos assim o obriga. Se é muito bom e giro passar em determinados locais também o deveria ser contribuir para a sua manutenção. Por várias vezes aqui tenho elogiado o trabalho do CPFR e hoje fica também um mais que meritório elogio à Militia (com alguns dos quais tenho esporadicamente o prazer da sua companhia). Ultrapassando o susto do seu logótipo quasi-satânico vale a pena perder algum tempo a ver o que aquela malta tem feito (e como!). Mas mais importante, leiam os apelos e desabafos de quem tem perdido tantas horas a fazer coisas de que tantos beneficiam. Passo o exagero histórico e até podia citar Churchill (“Never have so many owed so much to so few"). A destoar no espírito só a contaminação com as Minimx e a banda sonora embora para esta última uma tenha uma alternativa apropriada.

Nota: a foto é do "arsenal" da Militia

5.25.2008

Apoios


Ter um apoio é importante, seja ele de que natureza for (sendo que a excepção que confirma a regra é o apoio - ou descanso - numa bike). Eu hoje por exemplo tive o apoio do S Pedro que lá aguentou os aguaceiros sobre a Serra permitindo-me tirar a barriga de misérias e encarar com melhor disposição a semana. Tive também mais uma vez o apoio do meu serrote que permitiu limpar alguns obstruídos pedaços de trilhos. Nomeadamente o que ficou bloqueado pela árvore que já estava inclinada mas a quem, a falta de apoio sólido levou à queda quase total. Tive também o apoio psicológico de umas andorinhas que vão para trilhos para os quais não tem mãozinhas e depois ficam a ver (não poucas vezes a atrapalhar) quem passa. Ora a Titus é uma vaidosa e para se exibir até esses trilhos ela fez melhor. Eventualmente arranjei ainda (ou darei) apoio para a futura manutenção dos trilhos nuns companheiros do CPFr. Tudo somado, uma volta bastante apoiada para quem até começou sozinho.

5.23.2008

Recumbent


The post today is slightly different. To start with it’s written in another language (in case you haven’t noticed yet…). And it deals with a different type of bicycle, the recumbent bike to be more precise. It’s in English so it can be easily read by anyone who is crazy enough to ride one of these two-wheel aberrations and that happens to arrive today in Lisbon (a crowd of…1!).
The history, characteristics, advantages (???) and disadvantages of such bikes can be found here. So now that you know how they look like, if you see one this weekend don’t mock at the driver, he’s a friend of mine :-))

5.22.2008

Rolamentos - Antes e depois



Ao fim de uns 4000 Km, mais coisa menos coisa, foram substituídos os rolamentos da Motolite. As fotos mostram os novos que foram colocados (imagem de baixo) e os que saíram (alguns não inteiros...). As imagens ilustram bem que nada melhor que uma manutenção para prolongar a vida do quadro. E aproveitei a ida ao mecânico para fazer também a revisão da Talas. Só a vontade de experimentar o material e a insistência dos amigos me levou a pedalar esta manhã, sempre debaixo de chuva. Claro que não foi um bom teste mas deu para notar que a máquina estava como que mais coesa, macia, rejuvenescida.


5.19.2008

Public teaser


Consta que ainda não passou por ali nenhuma Intense.... :-)))))

5.18.2008

Educação


Ontem foi dia de Lisboa Downtown. Para não variar e para a história fica a sétima vitória consecutiva do “Armstrong de Alfama”, Steve Peat. Mas boa notícia é a que saiu no Público de hoje e da qual se copia um excerto:

O típico bairro lisboeta de Alfama já não é o que era. Que o diga a dona do café Fonte do Poeta, em pleno Largo do Terreiro do Trigo. "As festas de Santo António? Não, prefiro esta aqui. Dá muito negócio e as pessoas são mais educadas. Quem me dera que houvesse mais eventos assim para o bairro se encher de vida".



Espaços

2 dias e 2 passeios que correram bem. A chuva da semana não deu para enlamear mas para compactar os solos que já se esboroavam. Isso permitiu voltar a gozar alguns espaços conhecidos e testar uns novos. Uma certa “rampa” para os lados da luneta do panças estava prometida e foi cumprida. Outra, cheia de curva sedutoras também. Só ficou para uma próxima Mr LD tentar descobrir por onde passar numa zona dum trilho novo. A Titus estava inspirada e foi um regalo deixá-la ir à procura das melhores trajectórias; ela compreendeu e foi inventando novos espaços por vezes com alguma apreensão minha. Ela própria foi criando uns espaços para si (folgas!) e por isso esta semana vai ser recompensada com casquilhos novos que já bem os merece. E de caminho a Talas também vai à revisão que aquilo já é “baba” a mais na perna direita.
Noutro registo, Mr ML descobriu que afinal o DH pode ser um espaço divertido enquanto Mr T continua a descobrir o seu numa aprendizagem feita de sangue, suor e quedas. Está no bom caminho para entrar na fase da confiança e respeito. Nada que uma Intense não possa curar... :-)

5.14.2008

Selins


Estou a considerar a troca de selim. Talvez esta seja a escolha mais subjectiva no que diz respeito a componentes. Esteticamente, a diversidade é enorme e os amados por uns são detestados por outros (ex: nem dado eu quero uma “arrastadeira” SMP). Depois, como é o ponto mais intenso de contacto entre a máquina e o homem, tem de se considerar toda a “variabilidade anatómica”. O que é confortável para uns, é desconfortável para outros; e nalguns casos isso só é perceptível ao fim de dezenas e dezenas de Km.
O meu actual é um Avatar, ainda inteiro, começou a rasgar na parte lateral. Fará mais uns bons Kms mas está no ponto para passar a suplente. Até à data os carris em chromoly tem aguentado toda a pancada e o gel ainda o mantém confortável. Mas é um bocado pesado. O seu provável sucessor é o Phenom; uma evolução mais virada para o BTT (o Avatar é suposto ser um selim de estrada...) mas afastada do aspecto sapatão do Rival. A lógica é manter a qualidade e diminuir o peso sem perda de conforto. Daí dar pouco espaço de manobra à mudança radical de marca e/ou modelo.

5.12.2008

Roteiro matinal


O passeio de domingo foi como o dia: cinzentão. O vento forte e a morrinha que ia caindo tiraram muito do gozo que se limitou à companhia. Como a ideia até era fazer uma volta mais longa aumentei a pressão dos pneus o que se revelou desnecessário e ainda retirou mais gozo pois a bike ficou demasiado saltitona em piso com muito calhau solto. Um ponto “alto” do percurso foi a pausa para um cafézinho num daqueles estabelecimentos que vão surgindo mesmo em zonas menos citadinas; bom aspecto, funcionário simpático e uns bolinhos com ar delicioso. E dei por mim a pensar em como, ao longo destes anos tenho depurado a lista do meu roteiro gastronómico matinal. Aqui ficam algumas dicas de visitas mais frequentes; outras sugestões (ou preenchimento de lacunas) são bem vindas:

Belas – o meu local preferido era o fariçucar em Vila Fria, a meio caminho entre Belas e a minha casa. Mas fechou e tive de mudar de poiso para o café mesmo no centro de Belas. Não me satisfaz plenamente mas é o melhor que se arranja.

Cabo Espichel –entrando em Santana, vindo de Lisboa, do lado esquerdo, uma pastelaria com fabrico caseiro. O problema aqui é escolher porque é tudo delicioso.
Mafra - na rua em frente ao Convento há 2 pastelarias que não consigo decidir qual a minha preferida. Ambas dão vontade de encher o camelbak com pão, bolas de berlim, etc, etc.

Malveira (da Serra) – há lá um café giro mas prefiro a BP do Estoril. Para além de um bom pão é uma pérola sociológica ver as pessoas que ali vão antes das 8h.

Monsanto – Junto ao Fonte Nova, na esquina ao pé da Loja das Bicicletas (esqueci-me do nome). Abre cedo, pão sempre fresco e é um bom meeting point para passeios que envolvam “car-sharing”.

Palmela – mesmo no centro, o “qualquer coisa azul”. O serviço de cafetaria misturado com o quiosque tem um certo apelativo, distinto das áreas de serviço.

Sintra (lagoa azul) – definitivamente a estação de serviço da Total do Alcoitão, sentido Cascais-Sintra. As senhoras são impecáveis, o preço é óptimo e as sandes mistas pesam quase ½ Kg.
Terrugem - unico "café" no centro da aldeia (o outro puxa mais a taberna). O serviço não é dos mais expeditos mas vale a pena pelo pão.

5.10.2008

Trabalho comunitário

As estrelas por vezes são condenadas a trabalhos comunitários. Eu não fui condenado a nada mas tive um tempo livre por estes dias e fui dar a minha contribuição. Um bom serrote (que até cabe no camelbak), uma machadinha e o leitor de mp3 foram a companhia. O destino foi Sintra. As “pontes” ficaram transitáveis e vários troncos e ramos avulsos foram eliminados dos nossos trilhos. Deu trabalho mas também gozo. Foi essencialmente uma acção de limpeza, não de construção; para essa parte ainda não me sinto capaz mas não cesso de me admirar com a dedicação de uns quantos carolas que lá vão montar rampas, shores e afins.

5.08.2008

Nip Tuck


Não é que a minha máquina precise de lipoaspirações, implantes ou qualquer procedimento mais invasivo. Para o que eu quero dela, os componentes já são leves, belos mas sóbrios e de performance óptima. Uma Helena Christensen das bikes! Mesmo assim, ontem foi dia de uns retoques ligeiros, uns anti-rugas que ninguém aqui é a McNamara/Troy. A tinta recentemente adquirida foi misturada com um preto-mate até a tonalidade estar próximo do original e assim se disfarçaram as maiores cicatrizes por forma a proteger também o quadro. Sob a luz artificial da bike-cave ficou bastante bem mas aposto que um olhar mais demorado sob luz natural perceba o reparo. Mas é o traço de imperfeição que nos revela a humanidade da coisa.

5.05.2008

Manchado


O passeio de domingo sendo giro, registou 2 manchas. A primeira foi a falta de domínio equestre de Mr T cuja “égua” se revelou menos dócil que o esperado (e lá foi ele com os costados ao chão; mas o rapaz é rijo, mais uns dias e está fino...). A segunda, na realidade, são 2 mini-manchas. Agora com o despontar forte do astro-rei e da manga curta, voltamos à fase das mãozinhas brancas e braços escurecidos; mesmo o protector factor 30 da filhota não impede totalmente o efeito. Mas este ano, há um twist adicional para tornar a coisa mais ridícula: as luvas tem uma abertura nas costas da mão e consequentemente agora ando com uma pequena “nódoa” castanha em cada mão. Porreiro, além de gamar o protector da filhota vou ter de gamar também o autobronzeador à progenitora!

5.02.2008

Artista a solo

Hoje foi dia de uma voltinha muito individualista na procura de novos trilhos e trilhas. Soube bem. Fica a”banda sonora” escolhida para ilustrar a diversidade do passeio.

5.01.2008

Hoje soube-me a pouco.

Se a momentos até rolei com um brilhozinho nos olhos, o facto é que o passeio hoje soube-me a pouco. Passeámos de cá para lá como as ondas do mar mas não metemos o carro à frente dos bois, não fizemos o quatro e nem pintámos o sete. Fui com amigos que é coisa que vale milhões mas mesmo assim soube-me a pouco. Não há problema, amanhã é ainda o primeiro dia do resto da nossa vida.

E para o resto da história deste dia, mais significativa que o meu passeio vá aqui