9.18.2007

Intermission I

Vem aí uns dias sem pedalar nem blogar. Depois de um fds em que a voltinha foi morna (não estava com pica) já estou a sentir falta por antecipação. A ver se me lembro de vos trazer uns caramelos... :-)

9.17.2007

Afinidade

Aqui há uns meses troquei o veículo de família por um mais novo. Já houve tempos em que ligava aos carros. Agora são coisas de que gosto mas essencialmente transferi o “afecto” para a bike. Daí que não leia manuais de instruções para descobrir nuances do computador de bordo ou tretas do género. Também por isso não ligo aos detalhes que os vendedores nos vão explicando o que faz com que o processo de levantar um veículo seja um processo insípido e formal. Como este estava a ser, até que, por acaso, se falou de suportes para bikes....Foi o suficiente para despoletar uma conversa muita mais gira, animada, sobre travões, quadros, trilhos, etc, etc. Saí de lá muito mais satisfeito. Ontem encontrámo-nos nos trilhos e nem do carro se falou, apenas das bikes porque esse é que é o ponto de afinidade. Mas para que conste: o carro é óptimo, gasta pouco, não tem dado chatices, a família adora. Temos de nos ir encontrando nos trilhos porque no stand parece-me que tão cedo não vou precisar :- )))

9.13.2007

O fim da técnica?


Todos os anos acabo as aulas da minha disciplina com uma mini-discussão sobre um tema(livro) que é “The end of Science”. De forma sumária, o livro discute se há ainda “grandes questões” por resolver ou se entraremos em breve numa fase de pormenores técnicos pois os principais objectivos terão sido atingidos.
Olhando para as fotos do último eurobike, parece que nas bicicletas já ultrapassámos a questão da dúvida filosófica. Já não há nada verdadeiramente novo, são mais aperfeiçoamentos estéticos e variações na composição dos materiais. É mais marketing-driven do que consumer-driven. Tira alumínio, põe carbono, arredonda aqui, pinta ali, pivô mais acima ou mais abaixo. Inovador nos últimos anos tivemos os amortecedores 5th element e a configuração Epic (o “flop” que foi a Genius não conta :- ))
Pois é, novidade, novidade, só no tal sitio do anúncio.....

9.12.2007

Autonomia



Estou prestes a quebrar um record meu. No próximo passeio devo passar os 750 Km sem ir a uma loja comprar uma peça, fazer uma afinação ou apenas ficar um bocado na palheta. Ganda seca!

Os afazeres profissionais tem-me limitado os tempos. Isto conjugado com a qualidade do material, a minha maior perícia na mecânica e a tendência para comprar as peças ANTES de precisar delas, levou a que os últimos meses tenham decorrido em autonomia total (*). Não tarda muito tenho inventar uma desculpa qualquer que isto já não é saudável.


(*) não confundir com outras autonomias malucas tipo caminhos de Santiago com um atrelado; isso é só para quem não bate bem :-)))

9.11.2007

Em cheio!

Antevendo uns fds em que não vou poder pedalar (motivos profissionais) neste enchi a barriga (as pernas?) com 2 excelentes passeios, sábado e domingo.
No sábado, zona de Sintra, um tecnicamente menos exigente que o usual mas que soube lindamente. Excelente tempo, companhia ainda melhor, alguns trilhos ao despique, etc. Como num dos últimos post falei sobre furos...pimba! Furei precisamente no mesmo local do mesmo trilho onde a semana passada 2 amigos tinham furado. E fiz o mesmo tipo de furo. É para não gozar com o assunto!!
Domingo, fomos revisitar a zona de Palmela e mostrar umas coisitas novas que por lá descobri. Tinha prometido um passeio com 38-40 Km mas devo ter feito mal as contas e acabámos com 46 (atalhando...). Vá lá, não me deram pancada no final (sorry guys :-) ) Mas mesmo com a quilometragem adicional digam lá se não valeu a pena? Hem?

9.07.2007

Tempo livre?


Arruinem os vossos tempos livres. Vão AQUI (cortesia do amigo cri-cri; eu ainda só atingi o nível 8)

Pacific Blue


Para quem se recorda foi uma série que passou há uns anos na nossa tv sobre uma unidade de “elite” da polícia que patrulhava as praias de Sta Mónica. Faziam sempre mil e uma acrobacias enquanto perseguiam meliantes que tinham importunado as babes ou roubado um chupa a uma criancinha. Hoje vi a nossa versão ao vivo ao pé do local de trabalho. E porque é isso digno de registo? Porque um deles ia caindo a galgar o lancil do passeio.......oooppsss :-))

9.05.2007

O furo


Ainda na senda da aprendizagem e inspirado por eventos do último fds, alguns tipos de furos que vou catalogando:

1 – O furo por solidariedade. Acontece em grupo. Depois de se reparar um furo é que alguém repara que também tem um. Eu quando alguém está furado vejo sempre se os meus pneus estão ok. Não acho que seja uma “maldição”, apenas uma maior probabilidade, especialmente quando se rola com tubeless pois com a paragem há um alívio na pressão a que os pneus estão sujeitos e o não actuar do liquido vedante.
2 – O furo em cascata. Furou, reparou e fura novamente. Antes de colocar uma câmara de ar nova há quem não vá confirmar se existem picos ou objectos potencialmente perfurantes no pneu (exemplo, uma pedrinha aguçada). Também mais frequente no caso do tubeless onde o tal pico podia não fazer diferença mas quando se lá coloca a câmara de ar.....
3 – O furo chato. Uma mínima perfuração, o pneu já rolou muito e, se o teve, o vedante já se gastou pelo que se vai verificando uma perda de ar muito lenta, daquelas que nos levam a parar de 20 em 20 min para dar umas bombadas, até acabar o passeio e assim não ter de fazer a reparação ali. E aí a 4 ou 5 Km do fim, o furo alarga e temos mesmo de o reparar enquanto vociferamos palavras menos próprias.
4 – O furo que já lá estava. Furou, limpou o pneu, coloca câmara de ar mas nunca verificou se ela estava boa....
5 – O furo do vizinho, cat I. No grupo há um que não leva ou se esqueceu de uma câmara de ar suplente. Fura, crava uma e deixa alguém do grupo à mercê do próximo furo.
6 – O furo do vizinho, cat II. No grupo há alguém que fura mas é tão inábil tecnicamente que acaba você a reparar-lhe o pneu.
7 – O furo visto pelos vizinhos. Furou e enquanto repara o dito os outros membros do grupo dão toda uma série de sugestões e contam piadas. Mas ajudar népias!!
8 – O furo que não chega a acontecer. O passeio é longo, furou logo nos primeiros Kms, coloca a câmara de ar, continua o passeio pedindo aos santinhos que não volte a furar pois só levava uma câmara.
9 – O segundo furo. O passeio é longo, furou, coloca a câmara de ar, continua o passeio pedindo aos santinhos que não volte a furar pois só levava uma câmara. Mas desta vez tem azar...
10 – O GRANDE furo. O pneu rebentou mesmo, não há câmara de ar que sirva. Só um outro pneu o pode salvar (por incrivel que pareça, conheço alguém que anda por vezes com um pneu velho no camelbak...)

9.04.2007

Floresta – Boas e más novas


Boas - De acordo com dados divulgados hoje pela Direcção-Geral de Recursos Florestais, a área ardida este ano é muito inferior à média dos cinco anos anteriores até Agosto. Excelentes noticias! Esperemos que não façam já a festa e comecem a deitar foguetes (literal e figurativamente). É que é preciso lembrar que tivemos uma excelente primavera e verão, com precipitação espassada no tempo ao que acresce a devastação de anos anteriores (há menos para arder!).
Más – os exemplos de má prevenção continuam. Já aqui referi este ano que em Sintra, a limpeza começou no tempo quente (post 9.04) o que é um contra-senso. Seguiu-se a até agora mal e porcamente justificada acção de limpeza da tapada de D. Fernando cujos contornos podem ver bem ilustrados aqui e aqui. E foi preciso haver um fogo próximo para irem lá umas máquinas do exército calcar (leia-se revolver) uns estradões que já estavam mais do que transitáveis. Haja paciência. Ou melhor, sorte para nos proteger de tais ajudas.

9.03.2007

Inconsciência vs Ensinar

Nos últimos fds tenho feito uns passeios ao domingo por questões de “agenda” do pessoal. E ao domingo, claro, encontra-se mais gente a pedalar. Daí que se vejam mais atrocidades. O post em questão é sobre a inconsciência de alguns adultos quando em manada (ou passeios mais ou menos des-organizados). É frequente que o pseudo-guia, normalmente mais conhecedor da área e/ou mais experiente incentive os que os seguem. Mas alertando para que cada um não se exceda? Dando dicas sobre doseagem no travar ou postura corporal? Qual quê! Os “ensinamentos”, regra geral, resumem-se a um “vai, larga os travões” ou a um “bora, quem é a seguir”, e outras variantes que podem facilmente imaginar. Nos que vem atrás, há sempre uns muito másculos que lá se atiram, mesmo que quase borrados. Uns passam, outros espetam-se fortemente. Uns escapam com umas mazelas, outros precisam de tratamento hospitalar. É certo que é preciso cair para aprender a levantar mas garanto-vos que não tem piada absolutamente nenhuma carregar alguém aos ombros que grita de dor ou voltar atrás à procura de um companheiro e vê-lo a espernear sózinho. É aliás muito instrutivo para dosear a nossa loucura.