A terceira etapa, também já concluída, foi no Gerês "profundo". Depois de o ano passado ter andado por terras da Maria da Fonte, este ano foi para a exuberância do parque nacional recorrendo a tracks da Galicia Aventura (disponíveis em www.bikemagazine.pt). Sinceramente, no que ao BTT diz respeito, foi uma desilusão. Sim, as paisagens são deslumbrantes mas regra geral são em locais onde se acede de carro. Impera o estradão/ trilho largo que a mim pouco me diz. Os declives acentuados e a difícil acessibilidade a muitas zonas faz com que não haja tantas zonas cicláveis quanto a vista imagina (um pouco à semelhança da Serra da Estrela).
O track escolhido para o primeiro dia, com partida da vila do Gerês, tinha 1/3 de asfalto (e cerca de 20 Km a mais do que o indicado no site da Bike Magazine!). Dos quase 60 Km desse passeio apenas 10 são dignos de nota, aqueles onde se anda pela “Via Nova”, a estrada romana que ligava Bracara Augusta a Asturica Augusta (confirma-se post do ano transacto: os romanos foram o primeiro povo amante do BTT). O resto é ligação entre pontos cénicos. Compreendo que possa ser apelativo para muitos mas não faz o meu género.
Um segundo passeio percorreu os trilhos da maratona Xurez Extreme de 2006, dos Kms 60 a 100, mais coisa menos coisa. Este valeu pelos últimos 20 Km com uns percursos em calçada bem giros, à semelhança do Caramulo. Mas pensar que os maratonistas chegaram a esta fase já com 80 Kms no “bucho” faz-me dar graças por não ter cá vindo então.
Em resumo, lindas paisagens, valeu por conhecer mais umas zonas e se cá vier novamente seguramente que a bike me acompanhará. Mas tendo em conta a distância da minha “base”, não é um local ao qual venha propositadamente para pedalar.