8.29.2007

Memórias


Durante as férias comprei 2 CDs fabulosos, daqueles cuja audição nos leva muito para além da música. Que depois associamos a épocas, momentos, etc. Das poucas coisas que tenho inveja é não saber fazer assim uma coisa que verdadeiramente possa perdurar, para além da simples existência física (o meu nome até tem muitas entradas no Google... :-)
Adoro ir por exemplo à FNAC e passar tanto tempo a descobrir musicas como livros novos. E saio de lá invariavelmente sem perceber porque raio um CD da Lisa Gerrard é tributado com um IVA muito superior à “biografia” do Mantorras.

8.28.2007

Saludis per Acqua (et bike)



Findo o périplo estival, este domingo fui matar saudades de Sintra. Após a chuva de sábado mas com esta temperatura, o piso estava fantástico, a paisagem lindíssima e os cheiros intensos. Foi um passeio fantástico. Caramba, gosto mesmo da zona! E na manhã do dia seguinte fui finalmente gozar a minha prenda de aniversário, uma manhã de SPA. Piscina, esfoliação, duche, massagem corporal e craniana. Uauuu, que maravilha!! Fosse sempre assim......:-)

8.25.2007

Colas vs detergentes



Como referi aqui num post anterior, verifiquei que a combinação MagikSeal + pneu remendado não dá grandes resultados. Basicamente, os remendos tendem a soltar-se e como o vedante fica com o “acesso” ao furo dificultado, acaba por não actuar devidamente. Daí ter optado por andar sem o vedante em pneus que já tenha remendado (tubeless, claro) mas cujo rasto ainda permita muitos Kms. A única desvantagem até agora é que antes de cada volta tenho de lhes colocar ar.
Porquê este efeito do vedante? Variará certamente com a qualidade da cola e do remendo utilizado mas a base do Magik Seal é uma substância de nome polipropilenoglicol, um químico (*) que possui propriedades de transição sol-gel. Isto é, quando complexado com outros elementos é capaz de sofrer um processo de aglutinação. Daí a sua utilidade como base de um liquido vedante para os nossos pneus. Mas segundo pesquisa na net, o mesmo composto é usado como base de detergentes de baixa espuma. Ou seja, enquanto líquido, o vedante está provavelmente a actuar como um solvente da tradicional cola de remendos (“rubber cement”).

(*) sempre utilizei os tradicionais, pretos com auréola laranja.

8.24.2007

With or without….(?)

Durante este mês pedalei com e sem alguns items que não são os ditos “essenciais” do meu equipamento. Algumas impressões:

Aliança – Já andei com mas na esmagadora maioria das vezes é sem. Não tenho razão específica, é apenas um hábito.

Cuecas – Obviamente não das normais, mas daquelas de ciclismo, almofadadas e com tecido respirável. São um acréscimo de “fofura” para o traseiro mas uma fonte adicional de fricção na pele e de humidade. Com os meus Briko Katana, a boa sensação que se obtém a curto prazo transforma-se em desconforto em passeios mais longos. With com calções de baixa qualidade e passeios curtos, Without em todos os outros casos.

GPS – Não sou um maluquinho dos tracks nem das informações numéricas dos passeios. Sei o básico e ligo-o apenas quando preciso de me orientar. Um auxiliar precioso quando se pedala em zonas que se desconhece ou conhece mal, um peso a mais quando em locais que já se domina.

Meias – Uma vez andei sem meias e não gostei nada. Pé suado, não é particularmente mais fresco, tornozelos desprotegidos, odores inconfessáveis no calçado. Estas férias, algures entre a saída de casa e o primeiro passeio perdi uma das meias e lá decidi experimentar mais uma vezes o pé-leve. Confirmaram-se as primeiras impressões; vantagem só mesmo ser menos roupa para lavar no fim. With, definitivamente!

8.21.2007

A paranóia dos cães


Durante estas férias não houve quedas e a única mazela significativa foi um contacto mais íntimo com uma dentição canina junto ao tornozelo (direito, claro!!). Um daqueles rafeiros ínfimos cuja aproximação foi menosprezada e depois foi tarde demais. Lavei e desinfectei a ferida o mais rápido possível e não houve qualquer problema mas fica o aviso para quem não tem a vacina do tétano em dia.
Já com um acesso à rede mais fácil, fui indagar se há explicações para esta paranóia dos cães em perseguirem o pessoal das bicicletas. Não há resposta definitiva mas se colocarem no google “why dogs chase bikes” encontram imensa coisa, desde explicações pseudo-evolutivas (“motion triggers a natural predatory chase reaction”?? Então e os gatos não são também predadores naturais??) até às humorísticas (fãs de Gary Larson sabem do que falo). Mas mais útil do que a razão é saber o que fazer consoante o tipo de cães e situação em que isto pode ocorrer. Indico apenas 2 sites que me pareceram os mais sóbrios mas há muito mais:
http://www.kenkifer.com/bikepages/traffic/dogs.htm
http://bicycling.about.com/od/howtoride/tp/dogs_and_bikes.htm

Epílogo

E pronto. As “férias” concluíram-se. O requiem foi celebrado também no já recorrente Caramulo que assim ficou a conhecer a Titus (e vice-versa). Local trialeiro por excelência, este ano “sofreu” de um bom Inverno e Verão ameno que levou à proliferação da giesta e da silva. Mesmo assim OS trilhos ainda estavam praticáveis e fiz o gostinho ao dedo. O aspecto psicológico já não estava famoso (se é um requiem...) porque há mais de 400 Km que pedalo solo mas a máquina lá me ia animando mostrando as suas qualidades neste tipo de percurso (por acaso não pensei que pudesse ser tão confortável sem perder eficiência). Foram umas férias sem que tivesse sido necessário apertar um parafuso ou afinar o que quer que fosse o que é inédito, tendo em conta os locais por onde andei. Ambos os pneus tem furos lentos que não me apoquentaram muito e agora em casa, com calma tratarei disso. Tá feito!

8.20.2007

Sobe e desce (no socalco)


Depois de Porto de Mós uma visita ao Douro vinhateiro, mais propriamente à zona da Pesqueira. Daqui não tinha tracks mas como a bike vinha no carro, ehhh, uma pessoa tem de ir aumentando o seu conhecimento, não é? Vai daí, saca do trackmaker + mapa da zona, desenha-se uma rota, medem-se os Kms, dá-se uma confirmação no Google Earth e pronto, ‘bora lá ver o que vai dar! Deu um passeio com 2 descidas magníficas (de velocidade, aos sss) até ao nível do rio, as consequentes subidas (!!!!), alguns estradões, um ou outro trilho mais finito, uns socalcos de vinha, umas paisagens sobre o rio fantásticas. Nada de muito técnico mas para desopilar até foi melhor que as expectativas. Foi engraçado comparar as 2 margens, a de sul vinhateira já “desbravada” com a de norte ainda bruta. Aí seguramente deve haver muito e bom por explorar mas não dava tempo. Fica para uma próxima.

8.19.2007

Fase IV (pedrante)

A zona de Porto de Mós, também graças a uma proximidade de domicílio familiar, foi palco (recorrente) da fase 4 do pedalanço estival. Enfim, estival é forma de dizer: a meio de Agosto pedalar no PNSAC com menos de 18 graus ou ter de adiar um passeio para a tarde devido a forte borrasca....
Em qualquer dos casos, a zona é uma pedra! Muitas, muitas pedras, para ser mais exacto. É de desconjuntar corpo e máquina, tal a pancada que se leva. Aliás o último deixou mossa: 2 dentes do prato 3 entortados com uma pedra que saltou. Pelo menos esta não se foi entalar na roda de trás como há uns anos atrás!

8.15.2007

O escudo de Arverne (ou o Apartheid gastronómico)

Há um episódio do Astérix em que ele e o Obélix tem de acompanhar o chefe às termas para uma cura de águas. Mas como eles não tem problemas de saúde, comem de tudo para inveja e desespero dos termalistas. No Gerês, a comer Posta e a beber vinho verde enquanto os outros comensais comiam bolachinhas e bebiam chá, senti-me um pouco Astérix. Graças aos Kms na bike a fase Obélix anda muito longe :- ))

8.12.2007

Etapa III (Geresiana)

A terceira etapa, também já concluída, foi no Gerês "profundo". Depois de o ano passado ter andado por terras da Maria da Fonte, este ano foi para a exuberância do parque nacional recorrendo a tracks da Galicia Aventura (disponíveis em www.bikemagazine.pt). Sinceramente, no que ao BTT diz respeito, foi uma desilusão. Sim, as paisagens são deslumbrantes mas regra geral são em locais onde se acede de carro. Impera o estradão/ trilho largo que a mim pouco me diz. Os declives acentuados e a difícil acessibilidade a muitas zonas faz com que não haja tantas zonas cicláveis quanto a vista imagina (um pouco à semelhança da Serra da Estrela).
O track escolhido para o primeiro dia, com partida da vila do Gerês, tinha 1/3 de asfalto (e cerca de 20 Km a mais do que o indicado no site da Bike Magazine!). Dos quase 60 Km desse passeio apenas 10 são dignos de nota, aqueles onde se anda pela “Via Nova”, a estrada romana que ligava Bracara Augusta a Asturica Augusta (confirma-se post do ano transacto: os romanos foram o primeiro povo amante do BTT). O resto é ligação entre pontos cénicos. Compreendo que possa ser apelativo para muitos mas não faz o meu género.
Um segundo passeio percorreu os trilhos da maratona Xurez Extreme de 2006, dos Kms 60 a 100, mais coisa menos coisa. Este valeu pelos últimos 20 Km com uns percursos em calçada bem giros, à semelhança do Caramulo. Mas pensar que os maratonistas chegaram a esta fase já com 80 Kms no “bucho” faz-me dar graças por não ter cá vindo então.
Em resumo, lindas paisagens, valeu por conhecer mais umas zonas e se cá vier novamente seguramente que a bike me acompanhará. Mas tendo em conta a distância da minha “base”, não é um local ao qual venha propositadamente para pedalar.

Etapa II (Arrabidense)

A segunda etapa ciclística destas férias foi na zona de Palmela-Arrábida aproveitando residência familiar próxima. Ali há um pouco de tudo, rolante, técnico, subidas, descidas, paisagens, etc. A apontar um defeito é essencialmente ao nível do piso que no Verão fica um bocado mais perigoso devido ao “esboroar” da camada superior. Testei umas variantes novas para não ser sempre a volta do costume e fiquei agradado. De negativo a registar apenas uns furos lentos que tive de remendar (como os Black Jack andam nos finalmentes estou a rolar sem Magik Seal; noto que o selante solta os remendos levando a um desperdício de ambos, com mais tempo tenho de analisar esta questão).

8.06.2007

Minas (ainda)


Uma foto composta da "paisagem" a céu aberto. Pode ser um playground engraçado (descer aquela mancha escura de rocha-minério à esquerda da chaminé foi bem giro) mas quase uma semana depois e ainda noto nas luvas um odor a enxofre!

8.03.2007

Birth Place


A primeira etapa cíclistica destas férias foram na zona da mina de São Domingos, local de extracção de minério desde os tempos romanos, sempre a céu aberto. Daí que o local seja de uma estranha beleza perigosa que podem enganar os olhos mas não os pulmões. Pela imagem, até é fácil de imaginar que foi dali que saíram os elementos constituintes da Titus mas a viabilidade económica significa que as extracções há muito aqui foram encerradas e estão provavelmente a serem feitas noutro país gerando cenários semelhantes. Menos fácil é imaginar o quão dura devia ser a vida destas gentes.
Não é local de grandes declives nem de single-tracks. Abundam os estradões rápidos ziguezagueantes que para começo de férias e limpeza muscular até souberam bem. Isso, o gaspacho e a sopa de cação :-))