5.31.2007

Amantes


Ontem, enquanto lia um artigo numa revista light sobre como não compensa ter um(a) amante, conclui que o verdadeiro aficionado das bikes não tem nunca uma amante [o que pode ser um argumento a esgrimir com a sua(seu) mais-que-tudo quando quiser ir dar uma voltinha maior e lhe fizerem cara-feia]. Algumas evidências que apoiam esta conclusão:
- nunca o devoto das bikes (doravante designado por DDB) estará disposto a prescindir de uma prova, maratona, passeio organizado, etc, para estar com uma amante.
- analogamente, nenhuma amante aceitaria ser sistematicamente preterida pela bike. Ou afirmar, com ar sério, “a bike ou eu”.
- nenhuma amante estaria na disposição de aturar, nos poucos momentos que lhe estivessem reservados, a descrição dos últimos passeios, trilhos, paisagens, saltos, ultrapassagens e outras diatribes levadas a cabo pelo seu DDB.
- Nenhum DDB levará a amante para um discreto motel (ou parecido) sabendo que com esse dinheiro poderia adquirir um novo desviador, selim, pneu, whatever. E prendas estão obviamente fora de questão.
- O unico local “discreto” em que o DDB consegue pensar para ocupar um tempinho livre é a loja de bikes o que, convenhamos, não é lá muito romântico.
- Last, but not least, se o DDB já tem um cônjuge que lhe atura isto tudo é porque o adora e, consequentemente, a existência da amante é ilógica.
Quod erat demonstrandum!


PS - a foto é uma composição digital retirada daqui.

5.29.2007

Arcade fire


Hoje deu-me para uma audição exaustiva de Arcade Fire. Gosto daquela raiva melódica, daquele crescendo que faz cada musica parecer um hino, dá pica! Não tem nada a ver com bikes mas porque até podia ter e porque me apetece, fica um excerto da letra de No cars Go:

“We know a place where no planes go
We know a place where no ships go

(Hey!) No cars go
(Hey!) No cars go
Where we know

We know a place no space ships go
We know a place where no subs go

(Hey!) No cars go
(Hey!) No cars go
Where we know

(Hey!)
(Hey!)
(Cars go!)

(Hey!) Us kids know
(Hey!) No cars go
Where we know

Between the click of the light and the start of the dream […] “

5.28.2007

Fábricas boas


No fds a seguir à coça da Idanha o pessoal queria era relaxar o que cada um fez à sua maneira. Uns foram para a estrada, outros...não
Eu fui fazer umas subidas simples, sempre no relax a velocidades que nem devem ser aqui ditas, alternando com umas descidas bem técnicas a abrir (sim, isso para mim é relaxar!). Tendo em conta este cenário, levei as rodas calçadas com os Tioga Factory DH2.1. Para o bem e para o mal, aquilo agarra um bocado mais que os Black Jack. Isso e tornam a bike quase 1,5Kg mais pesada (entre pneus e câmaras de ar que estes não são UST). Tirando este leve detalhe, pode-se afirmar que os factory agarram tão bem que tiram a “pica” de algumas descidas mas reconheça-se, é para isso que eles foram desenhados.

Ainda a propósito de fabricos, passei por um trilho onde não ia talvez desde Nov/Dez que tinha ficado quase intransitável com as chuvas e ventos invernais. Pois foi todo reparado pelo pessoal do FR e, eu, que sou geralmente crítico na forma como o fazem, tenho de deixar aqui o tributo. Colocaram obstáculos e shores de dificuldade diversa mas sempre com escapatórias ou alternativas, barreiras à erosão, etc. Não deixo apenas os parabéns mas também o meu obrigado.

5.24.2007

Pneumáticos


Os meus Black Jack UST estão a aproximar-se do final da sua vida útil. Ainda farão umas centenas de Kms mas gosto de antecipar soluções. A minha admiração por estes pneus já é longa (post de 25.06.06) mas agora acabaram-se pelo que a solução é procurar outros. Mas quais?
O pneu ideal deveria ter uma boa tracção, curvar e agarrar bem (especialmente em solos húmidos ou muito soltos), ser resistente e durável. Pessoalmente gosto de ter um pneu mais largo à frente e prefiro os que tem uma superfície rolante mais achatada. De todos estes requisitos os Black Jack (segundo da esq, em cima) só pecavam por alguma instabilidade em solos soltos.
Feita uma análise aos principais candidatos o resultado está listado de seguida. Comentários ou sugestões são bem-vindos
- Schwalbe Smart Sam (segundo da direita) – Pelo seu design, talvez o sucessor directo do Black Jack. Forte candidato à roda traseira na versão 2.1 mas na frente temo que seja um bocado instável.
- Schwalbe Nobby Nic (o da direita) – Agarra bem no início mas degrada-se rapidamente e é bem redondinho. Tem no entanto versão 2.1 e 2.25. Relação qualidade/preço não é muito elevada.
- Panaracer Fire XC Pro (segundo da esq, em baixo) – Eram os que tinha, versão 1.9 não UST, há coisa de 4 anos, altura em que deram lugar aos BJ. Não existe em dimensão superior a 2.1. Tenho óptimas recordações deles mas os tacos laterais entregavam a alma ao criador um bocado cedo demais.
- Maxxis Ignitor (o da esquerda) – boas críticas quanto a durabilidade e aderência, só existe em versão 2.1, carotes, boa geometria, furam mais facilmente(?).
IRC Mythos – Tive uns (1.9) na noite dos tempos e na altura deixaram-me má impressão (pouca aderência).

Ainda a propósito de roupa.....
(espero que ninguém se importe com o copyright; parece que por estes dias temos de ter atenção às piadas que fazemos...)

5.22.2007

I’ll be back!



Provavelmente mais resistente que o Schwarzenegger, o meu desviador XTR já passou por 3 bikes, muita pancada, muitos Kms. Já entortou um drop-out e aqui há coisa de ano e tal uma das sub-partes cedeu finalmente a um ramo mais grosso (a peça que retesa a mola interna). Como na altura tinha um XT suplente (ganda luxo!!), este substituiu a versão topo de gama e lá vai andando, ainda muito fiável. Mas, sendo mais recente, o XT parece ter o dobro da idade e metade da elegância. Por isso, renovada a peça partida, está a chegar a altura do Regresso do Rei (*).

(*) nem outra coisa merece a imperatriz Motolite!

5.21.2007

Luvas



Era uma falha, acabar por não referir isto.A escolha das luvas acabou por cair, uma vez mais, na linha Body Geometry (Gel Long). A primeira impressão foi óptima. Tudo o que vem publicitado se revelou verdadeiro. Aqueles Kms todos naquele calor abrasador e nunca senti as mãos doridas ou transpiradas. High five!

40 graus (sem) sombra

Alguém ainda se lembra daquela música dos radar khadafi? Este sábado em Idanha foi assim mas quase sem sombras. O calor imenso (nalgumas canadas atingiram-se os 44) estragou um bocado o que podia ter sido uma maratona agradável, com algumas partes bem conseguidas, outras nem por isso. A organização esteve médio (dava um 3 de 0 a 5). Num dia daqueles atrasar a partida 30 min quando o número de participantes era cerca de 10% dos de PTG não é aceitável. Os reabastecimentos sim eram aceitáveis e a frugalidade das coisas era compensada pela simpatia das pessoas. Supostamente havia uns motards a prestar assistência mas só se foi bem lá atrás porque eu não vi nenhum! O percurso até Espanha foi bastante bonito embora pouco técnico. A zona ribeirinha é um espectáculo e deu para vários mergulhos refrescantes. Mas após os 70 Km os trilhos já não tem piada, a paisagem é mais feia e é nitidamente “para encher”. Aos 80 estava farto e com um furo lento que não me apetecia remendar portanto parei ali mesmo. O binómio bepanthene + calções novos foi uma maravilha e a minha limitação continuam a ser as caimbras; nem o sal, nem os comprimidos, nem as bananas, nem a água das pedras as eliminam, apenas as adiam. No cômputo geral um saldo positivo mas nada que me leve a considerar repetir.

5.17.2007

Nova Estação



Associado a passeios mais longos (como o que se avizinha) vem a necessidade de conforto. Eu que vou utilizando as coisas até à exaustão, em particular no que diz respeito a vestuário, constatei que o pad dos calções antigos já não acolchoa, a underwear almofadada está rota, as luvas sem dedos estão descosidas e gastas, as meias puídas. Assim sendo, as meias seguiram o destino dos panos velhos (trapos para limpar a bike!) e vão ser colocadas a uso umas novas embora adquiridas antes da origem deste blog (verídico!). Os calções foram parar à caixa dos items “um dia podem ser precisos” e para o seu lugar foram adquiridos uns Briko Katana muito confortáveis e de melhor qualidade. Idem para a underwear, produto de marca branca. Amanhã termino a ronda (espero) com as luvas. Por vezes precisamos de um pequeno motivo para impulsionar uma transformação maior!

5.16.2007

Give me a break!!

Reparei ao fazer a limpeza da bike que estou a precisar rapidamente de pastilhas para o travão da frente. Ok, essas são as que mais se gastam (ver post de 8.09.05), eu estou a fazer mais Kms, o Inverno foi chuvoso mas caramba, coloquei umas novas há 5 meses!

5.15.2007

Vrummm vrummm!


Não sei se mais alguém tem este hábito que, em mim, persiste desde puto, altura em que brincava com legos e carros da matchbox. Em zonas mais técnicas e rápidas, especialmente de aceleração-desaceleração, dou por mim a vocalizar ruídos motorizados, rpms a subir e a descer, passagens de caixa fictícias. Agora gostava de acelerar para o fim-de-semana!

5.14.2007

Easy!


Este domingo fui andar com um grupo com quem já não andava há uns tempos. Como sei que não são de fazer tantos Kms como eu me apetecia, fui mais cedo e acabei um pouco mais tarde. E nesses kms adicionais, feitos a só, fui pensando sobre o porquê de me dar gozo fazer esses Kms a mais, nalguns troços repetidos. Definitivamente não é o “chegar aos limites”, continuo a não tirar prazer do limiar da exaustão (revejo-me plenamente nos novos anúncios da reebok!). Nem os tempos; o meu ciclómetro nem guarda a velocidade máxima nem a média de andamento! A razão parece ser o gozo de estar em forma (e apurá-la). O poder fazer mais trilhos no mesmo intervalo de tempo e sem ansiar pelo fim do passeio, o não chegar a casa derreado, não estar massacrado no day after, o estar fit. Acho que isto pode ser facilmente viciante.

5.11.2007

Comparativo

Os pais de crianças pequenas e os ciclistas de longa quilometragem estão geralmente bem familiarizados com o Halibut. Já houve um período em que lá em casa me “roubavam” o halibut para a piolha. A esse seguiu-se um outro que eu passei a roubar o halibut para mim. Agora nem um nem outro usa muito. Ela porque deixou há muito deixou as fraldas. Eu também ( :-) ) mas, para além disso, mesmo reconhecendo os efeitos benéficos do óleo do peixinho, nunca achei que fosse TÃO eficaz quanto isso. No último passeio longo Mr A emprestou um bocado de Bepanthene e achei o efeito bastante superior ao do Halibut. Quer no durante, quer o após.
Feitas as devidas averiguações, os 2 produtos tem um tipo de excipiente semelhante (glicerina, vaselina, ceras, etc), não creio que a diferença se estabeleça por aí. Mas no que diz respeito ao príncipio activo aí já é significativo. No Bepanthene é o dexpantenol (também denominado pró-vitamina B5) enquanto que no Halibut predominam as vitaminas A,D e o óxido de zinco. A julgar pelos dados bibliográficos, ambos serão eficazes na regeneração de tecidos cutâneos. O dexpantenol é um percursor do ácido pantoténico, importante no metabolismo proteico, nomeadamente das células epiteliais. A vitamina A é um anti-oxidante, a D é importante para manter concentrações de cálcio e fósforo, o óxido de zinco adere à superfície cutânea diminuindo a irritação. Dito assim, poderia até julgar-se que o melhor era misturar tudo mas nestas coisas a soma dos efeitos pode bem ser negativa. Para a semana, na Idanha, testarei novamente o Bepanthene.
Pensaram que era um comparativo de bikes? Pois é, mas eu ainda há 2 dias disse que ninguém me incumbe disso! :-))

5.09.2007

Bianiversário

Epá, já lá vão 2 anitos a tergiversar na blogosfera sobre coisas de bicicletas e da vida em geral. Por vezes com vocábulos mais eruditos, outras mais vernáculas, umas mais directas, outras mais crípticas. Uns posts mais simples, outros mais armados, uns dias em que apetece escrever sobre tudo, outros nem por isso. O elemento mais constante ainda vai sendo a ânsia de pedalar. Curiosamente nem a MBaction nem a SoloBici (ou suas congéneres) me contactaram para testar máquinas, escrever lá relatos ou mesmo ser o seu porta-voz na TugaLand. Inadmissível! Fora isso tem sido quase só coisas boas. Como diria o Van Morrison, “wouldn’t it be great if it was like this all the time” :-))

5.08.2007

Pressão


Há muitas formas de a fazer (e receber) mas este post é essencialmente sobre a que colocamos nos pneumáticos e as suas consequências. Ilustra no entanto mais um caso de compromisso em que não podemos ter tudo de uma vez e é necessário escolher. Desde miúdo que a meço (à pressão!) empiricamente fazendo força com o polegar sobre o pneu. Mais cientificamente, pneu cheio anda na ordem dos 40 psi, pneu um pouco mole entre os 30-35 (*). Pneu mais cheio significa menos resistência no rolar mas também menor aderência e menor conforto. Os 40 coloco para passeios mais longos, os 35 em zonas mais escorregadias (seja devido a piso molhado ou muito seco) ou mais técnicas. Menos de 30 e o pneu já adorna dando demasiada instabilidade. Este sábado como ia fazer muitos Kms, levei-os cheios. A meio do percurso ocorreu o tal furito no pneu da frente que o vedante demorou aí um minuto a selar (enquanto a pressão baixava, claro). Como não me quis dar ao trabalho de repôr a pressão anterior, fiz o resto do percurso com uma frente mais “mole”. E foi engraçado verificar como nas descidas a bike realmente pedia mais velocidade (vontade feita!). Fiquei a idealizar um sistema de controle remoto que nos permitisse fazer variar a pressão do pneu, tal como já tenho para o curso da suspensão.

(*) Psi quer dizer pound per square inch, libra por polegada quadrada, e é a unidade de pressão no sistema inglês: 1 psi = 0,07 bar = 0,069 atm; ver mais detalhes aqui.

5.06.2007

Mais uma da Vanessa!

Terceira etapa da Taça do Mundo de triatlo já está!

Deslumbrante!


Ontem o passeio foi simplesmente deslumbrante. Seguindo a tradição dos últimos 3 anos, a 6f foi de convívio com os amigos que iam à maratona. E no sábado eles rumaram ao evento e eu fui para Castelo de Vide e Marvão. De zero a dez, onze. A paisagem estava mais deslumbrante que nunca. Com este Inverno chuvoso e agora o tempo primaveril o espectáculo de cores foi fabuloso. As pedras cinzento-claras pareciam quase que polidas, a giesta de um amarelo que até fazia doer os olhos e as alfazemas com um roxo exuberante, tudo isto num fundo verde forte. Só não pude apreciar mais porque a tecnicidade de muitos dos trilhos não permitia levantar os olhos vezes suficientes. Pedalar assim naquela paz e sossego é uma limpeza do corpo e alma (*). A Titus é aquela máquina e de avarias nada, apenas um furito que o Magik Seal rapidamente eliminou. Estou em melhor forma que nunca; no cômputo geral foram mais de 2K de desnível, muito single-track, trialeiras, sem caimbras e hoje estou impecável. Mais a sul, as coisas correram bem, talvez não a todos os perto de 5000 (!!) que por lá foram pedalar, mas pelo menos aos meus amigos. Provavelmente também terão relatos sobre quão bom foi mas, desculpem lá, o meu foi MUITO melhor :-))))))))))


PS – gosto tanto da zona que foi uma das 7 maravilhas de Portugal em que votei.

5.04.2007

Multidões

Amanhã é dia de PTG (a maior maratona cá do rectângulo). Como manda a tradição, irei...para lá perto (ver Maio de 2005 e 2006). É perceptível pela leitura de alguns posts que não me entusiasmam as multidões, bem pelo contrário. Gostos não se discutem pelo que já desisti de tentar compreender o gozo de pedalar (ou fazer qualquer outra actividade) no meio de centenas de pessoas. Também não me seduz o conceito de rolar para atingir um número redondo de Kms. Aceito apenas que uns gostem de testar os limites físicos, outros o convívio, outros o prazer de se associarem a um evento de tais dimensões. Eu fiz algumas e não apreciei. Agora só considero fazê-lo em caso bastante excepcionais (como por exemplo a de Idanha) para ir conhecer uma zona em que nunca pedalei. E mesmo aí aposto que a determinada altura irei interrogar-me sobre como me convenci a fazer mais uma.

5.02.2007

Mini-utilidades

Com o tempo, experiência, dicas deste e daquele vou optimizando uma lista de mini-utilidades para os passeios e manutenção da bike. Não falo obviamente do kit de essenciais que deve andar sempre connosco (bomba, câmara de ar, desmontas, elos rápidos, etc). Vou partilhar algumas e ver se vem algumas de volta:
- escovinha para limpar transmissão (assunto repetido, ver post de 17.05.06)
- pinça de tirar pêlos (trazer no camelbak) para remover espinhos dos pneus furados.
- tapete velho de borracha ou equivalente. Trazer na bagageira do carro; útil quando se muda de roupa no final do passeio sem haver necessidade de andar com o pézinho no chão.
- Desodorizante em spray. Dos baratinhos, não precisa de ser de marca. Uma pulverização dentro dos sapatos, no final da volta, ajuda a que eles possam ser mantidos algures dentro de casa sem reclamações dos outros habitantes e minimizando as lavagens. Idem para as correias do camelbak.
- Limpeza do reservatório do camelbak. Esqueça os kits e acessórios complicados. Encher de água com umas gotinhas de lexívia e deixar umas 24h. Fica limpo, desinfectado e só precisa de o passar no final por água limpa.
- Desembaciador de óculos. O que mais resultado me dá não são os produtos comercializados mas lava-loiça concentrado (ou sabonete). Um bocadinho espalhado pelas lentes e já está.
- Cópias de documentos relevantes. Espero nunca necessitar mas no camelbak anda sempre uma fotocópia do BI, dados de identificação, seguro e telefones de contacto.