1.29.2007

Hollywood



Grandes clássicos que nunca chegaram às salas de cinema:

A bicycle named desire
A fork called Wanda
All about cranksets
All quiet on the single track
Desperately looking for a trail
For whom the carbon frames toll
Lawrence of Arrabida
Midnight freerider
One flew over the road gap
Rebel without a bike
Sunday morning fever
The best shocks of our lives
The downhiller always descends twice
The importance of being Shimano
The shore on the river kwai
Who´s afraid of marathons?

1.28.2007

Fashion (not) Clinic


Provavelmente no que foi o dia mais frio e desagradável deste Inverno (chuva e temperaturas com um “real feel” junto ao 0) andei a pedalar sem grandes desconfortos pela serra de Sintra. A razão principal: boa roupa! O vestuário é algo a que nem todos atribuem a devida importância razão pela qual muitas lojas pouco dele tem (não o devem vender!). E no entanto, uma boa roupa melhora imenso a nossa performance. Quanto mais confortável estivermos menos cansaço experimentamos. E menos cansaço é mais divertimento, mais concentração, mais segurança, menos lesões. Hoje, devidamente apetrechado com protector de orelhas, roupa interior térmica, casaco impermeável, calças, luvas windstopper, bandana para o nariz-boca-pescoço, andei por lá 3h30 sem nunca me sentir frio ou molhado de suor. Isto enquanto me cruzava com um prova de atletismo onde eram frequentes as pessoas em t-shirt (ou mesmo camisola de alças) e pele arroxeada!! Confesso que quando se compram algumas destas peças de vestuário fico a pensar na verba dispendida mas nestes dias verifica-se o quão bem empregue foi o dinheiro; antes aqui que em médicos e remédios!

1.26.2007

Os bichos

Alguma da fauna que se vê no BTT:

- andorinha – aquele que à mínima dificuldade pára ou estorva quem vem atrás. Ao contrário das verdadeiras, não estão cá apenas no tempo quente e deslizam com muito menos suavidade.

- besta – todo aquele que faz algo que nós desaprovamos (normalmente ultrapassar-nos!).

- cabra(~es) – os grandes trepadores de subidas técnicas.

- carapau (de corrida) – aquele que começa a abrir e se lhe acaba o gás ainda não vai a meio.

- cavalo – aquele cuja força não acaba.

- castores – constroem shores, protecções em madeira e fazem manutenção aos trilhos. Infelizmente não são tão abundantes quanto os coelhos.

- cobra – obstáculo móvel e serpenteante que não se afasta com gritos.

- crocodilo – aquele que passa por nós a voar baixinho.

- elefante –por onde passa abre trilhos com envergadura superior a 1m (usualmente calçados com pneumáticos superiores a 2.35).

- gnus – costumam andar em manada.

- lince – aquele que deixa um rasto numa descida impossível; tal como os da Malcata, nunca foi visto. Existirá mesmo?

- melga – melga; fonte de proteína alada

- minhoca – ser vil e rastejante que dantes era guia e agora já não é.

- mosquito – mosquito; fonte de proteína alada

- pavão – aquele que “arma” com a bike artilhada mas que, bem vistas as cosas, é só plumagem.

- porco –utiliza “raters” nas subidas, seja devido ao esforço ou porque acha que isso os impele melhor.

- vaca – ilusão óptica que ocorre após a transposição miraculosa de um obstáculo.

1.25.2007

Oda a la bicicleta

Iba por el camino crepitante: el sol se desgranaba como maíz ardiendo y era la tierra calurosa un infinito círculo con cielo arriba azul, deshabitado.

Pasaron junto a mí las bicicletas, los únicos insectos de aquel minuto seco del verano, sigilosas, veloces, transparentes: me parecieron sólo movimientos del aire.

Obreros y muchachas a las fábricas iban entregando los ojos al verano, las cabezas al cielo, sentados en los élitros de las vertiginosas bicicletas que silbaban cruzando puentes, rosales, zarza y mediodía

Pensé en la tarde cuando los muchachos se laven, canten, coman, levanten una copa de vino en honor del amor y de la vida, y a la puerta esperando la bicicleta inmóvil porque sólo de movimiento fue su alma y allí caída no es insecto transparente que recorre el verano, sino esqueleto frío que sólo recupera un cuerpo errante con la urgencia y la luz, es decir, con la resurrección de cada día.

(Pablo Neruda, 1956, Tercer libro de las odas)

1.24.2007

Banguru


Destaque de hoje com link - http://www.ideology.de/archives/audio000132.php - já que os moços não só fazem música boa como a disponibilizam. Soundtrack de um passeio para:
Abc – à ida
Love never ends – subida calma
Daball – descida rápida e técnica
Race track – trialeira lenta
Time loser – single-track divertido
Target love- regresso a casa

1.22.2007

Camelbak para maiores de 18!!


Este sábado andei pela primeira vez com o meu Camelbak “novo”, adquirido há uns meses largos a Mr G (tenho muitas coisas adquiridas em segunda mão e também coisas novas que demoro imenso a estrear; estas idiossincracias ainda terão de ser dissecadas num post próximo). Muito mais espaço que o velhinho MULE (que por sinal veio exactamente do mesmo local que este...) e melhor ventilação nas costas pareceram-me ser os seus atributos principais. Por curiosidade, fui indagar de outras opiniões na net e só googlei o modelo, não a marca. Fiquei a saber que o seu nome – blowfish - é muito mais “spicy” do que eu suponha: "brinquedos" de uso mais ou menos críptico...

1.21.2007

Rotas estranhas



Numa espécie de Babel informática, tento deslindar sem sucesso o porquê de o meu Garmin 60CS re-interpretar a informação que o TrackMaker (http://www.gpstm.com/) lhe envia. Até já vi nos respectivos manuais mas continuo sem entender. Porque é que se eu exportar os dados da figura da esquerda para o GPS e a seguir importar esses mesmos dados de volta ao software obtenho a figura da direita ?

1.19.2007

Nunca mais é sábado !



Amanhã a Titus vai ser apresentada ao PNSAC, um lugar emblemático no meu BTT. Mais um local óptimo para comparar as performances da Motolite com a Superlight. Confesso que estou particularmente “em pulgas” para ir pedalar este fds. Pela companhia, pelo local, pelo tempo, por um desejo de desopilar de uma semana de trabalho chata. Acho que esta noite vou estar como os putos, a acordar a cada 30 min e a pensar se já serão horas.

1.17.2007

História II


História I


Primeiro design de bike FS?

1.16.2007

2007 ? De certeza ?

Portugueses perdem poder de compra; o SLB luta pelo segundo lugar com o SCP e o FêCêPê está sózinho na frente; a Pamela Anderson é capa da Playboy; multiplicam-se declarações de interesse público, exclusões da Reserva Ecológica Nacional e alterações de planos directores municipais; o Bispo de Bragança compara a IVG à pena de morte.
Não se pode dizer que isto esteja a evoluir muito :-(

1.14.2007

Curvaturas


As correntes não esticam apenas, também se tornam mais flexiveis com o tempo (desgaste dos pinos) . Na foto, a torção lateral permitida na corrente nova (a de fora) e na corrente velha.

Bikecave


1.13.2007

Babona


Esta semana a TALAS teve de ir à revisão. Nada de mais. Começou a babar na perna direita, mais atrita a este tipo de problemas porque aí funciona em “banho aberto”. Ou seja, um desgaste dos retentores motivado pela fricção leva a que o óleo comece a sair nas pancadas mais fortes. Supostamente os retentores da FOX tem um sistema para diminuir este desgaste. É o sistema SLT que funciona conjuntamente com o SDC, o PSC, o LSC, o HSC, o CLS e o AVA. Caramba, não tinham mais siglas para inventar !??

1.12.2007

Frio?


Parece que finalmente temos uns dias mais fresquinhos. Mas ao contrário do cartaz, não é isso que vai impedir as voltinhas usuais. Só me chateia é o embaciar dos óculos!

1.09.2007

Pneus largos


Este fds passado aproveitei um tempito livre para montar uns pneus mais largos e ir experimentar a diferença. Não foi a primeira vez que rodei com pneumáticos na ordem dos 2.35, a Foxy tinha também uns sapatos largos. Mas desta vez a comparação foi mais exacta pois foi na mesma bike e nos mesmos trilhos na mesma época do ano. E a experiência corroborou impressões anteriores. Sobe-se mais devagar, desce-se mais rápido mas exige menos técnica pois aquilo agarra muito mais. Claro que os propósitos de uns 2.1 não são os mesmos de um 2.35. Mas provei a mim próprio que a opção Motolite + par de rodas suplente (com pneus largos) me será mais gratificante que a anterior (Superlight + Foxy).

Expiry date



Devido a um misto de boa manutenção e esquecimento, finalmente troquei a corrente pois a performance estava a chegar aos mínimos recomendáveis. Fez cerca de 3000 Km o que é bastante significativo. Dizem os manuais que “you should replace your chain BEFORE a foot of chain has stretched to the point where it is a foot and one eight of an inch” (já agora, 1 foot = 30.48 cm, 1 inch = 2.54 cm). Como medir isto?
“Shift to the big-big gear combination. (Gives a nice long place to measure). Lay your bike on its left side. Lay a one foot ruler or tape on the top run of chain such that the Zero mark is dead center in one of the chain pins. Hold it there very steady. Check the other end of the ruler. On a new chain it will be dead center on another chain pin. If the chain pin center is less than 1/16th beyond the end of the ruler it's OK. Between a 16th and an 8th, you should think about changing the chain at the earliest convenience. If the chain pin center is 1/8th of an inch beyond the end of the ruler it is past time to change your chain.”

Estas e outras indicações detalhadas sobre o porquê das correntes “esticarem” e como mudá-las podem ser encontradas aqui

Boas notícias (?)

Duas potenciais boas notícias no Público de hoje:
- acabaram os anos dourados do mercado de habitação, em que os preços subiam mensalmente e as gruas tomaram conta das paisagens da generalidade das cidades e subúrbios
- Forças Armadas podem vir a combater fogos

1.05.2007

Lisboa-(ver)Dakar



Com o pretexto de "ir ver as máquinas do Dakar", hoje à noite vamos acelerar pelas escadas da Urbe Lisboeta. Nós não atraímos euromilhões mas também não poluímos. Alusivo à ocasião apenas o facto de ir experimentar hoje um pneu mais largo à frente. Vamos ver como é a razão rola-cola!

1.03.2007

Força



O Newton é uma unidade que corresponde à força necessária para acelerar 1 Kg a uma velocidade de 1m/s2. É também a unidade de peso; a massa de 1 Kg à superficie da Terra tem um peso de aproximadamente 9,81 newtons.
Vem isto a propósito de, ao iniciar o processo de troca de corrente na bike, ter verificado que o “breaking load” da minha (Connex 908) é de 10000 Newton. Ora tendo em conta que uma coisa destas pode quebrar com o esforço da pedalada, não deixa de ser surpreendente a força que o nosso corpo consegue exercer.

1.02.2007

1-SNT-70-18


O primeiro post a sério de 2007 é mais um regresso à “pré-história” do meu historial nas bicicletas. Redescobri o “livrete de matrícula e registo de velocípede” da minha ex-bicicleta de estrada. Registada há quase 20 anos atrás nos serviços da CM Sintra, uma Orbita de “corrida” branca e vermelha com 10 Kgs de peso destinada a “serviço particular”. Muitos anos depois, foi trocada numa loja pela minha primeira suspensão de BTT.

Drive-In

E para 2007, quais são os planos ? Manter os Kms como meio para atingir os fins (boa forma física e mental). Fazer mais uns nocturnos que no ano passado, assim eu consiga convencer o pessoal do “Gang” que nem só de Urban-rides se faz a noite. Ir pelo menos uma vez àqueles locais que bem sabemos (right Mr A & Mr G?) e umas quantas à “Catedral” (das bikes, não do Glorioso SLB). Experimentar uns pneus mais grossos para umas descidas mais agressivas e estrear o CamelBak novo. Decidir qual o modelo de pneu que rodará usualmente à frente e diminuir ainda mais o rácio mazelas/Km. Votos de bons trilhos, chuva e sol q.b., pouca selvajaria e bom sensos. Vamos lá a ver se isto se concretiza.

Drive-Out

Acabada a season das festas (cada vez mais silly que a das férias) impõe-se o balanço do ano findo. No que diz respeito às coisas verdadeiramente importantes (família, saúde, boa disposição) 2006 foi bastante bom. Mas no capítulo do pedal as coisas não ficaram atrás. Talvez o ano de mais Kms, mais técnicos e com o menor rácio de mazelas/passeio. Alguns locais novos (destaque para o Sicó e Estrela), o revisitar de clássicos e muita “fome” para 2007. Foi o ano de despedida da Santa Cruz Superlight, melhor bike que tive até hoje, e ano de chegada da Titus Moto-Lite, a caminho de se tornar na melhor bike que tive até hoje. Tal como tinha pedido em 2006, foi o ano de “regresso” da chuva. Embora tenha caído muita, ainda muita faz falta, não de uma vez mas espaçada agora pelos meses de Inverno que restam (infelizmente as previsões apontam para um 2007 muito quente). Nota negativa apenas para os Kms feitos a sós, principalmente porque nessas ocasiões não há ninguém para partilhar as emoções nem para incutir aquela confiança extra que nos levam a evoluir mais rapidamente. Pela positiva, o bem estar que isto me traz.