12.24.2006

Turn-over


Em cima, o Black Jack ainda em uso, em baixo o seu idêntico substituto novinho e já montado noutra roda. Cerca de 3500-4000 Km separam as duas fotos. Pas mal, pas mal!

12.23.2006

Dot Oil


A propósito da mudança de pastilhas, em conversa surgiu a questão do que é o DOT oil e as suas principais características. Eis o que encontrei (um pouco longo mas vale a pena para quem se interesse pela técnica das nossas máquinas):

- Brake fluid or brake oil as it's often called is not an oil. Using oil in this circuit will damage the components. Brake fluid is an hygroscopic mineral fluid that is harmfull for the skin and dangerous for the eyes. If you get it on the skin immediately wash it off with plenty of water.
- Brake systems for cars, trucks, motorcycles and airplanes all use "DOT" fluid. (…) DOT is shorthand for the U.S. Department of Transportation, which long ago determined a specification for the performance of brake fluid. The original DOT specification was replaced by DOT 2 which, when disc brakes became common, was replaced by DOT 3. Today's high performance cars with antilock brakes need a better fluid still, DOT 4. When certain racing motorcycles needed a fluid that could withstand temperatures hot enough to make discs glow red, the U.S. Department of Transportation developed a standard for DOT 5.
The problem is that while DOTs 2, 3, and 4 are all compatible with each other, none are compatible with DOT 5. If you add DOT 5 to a system that already contains 2, 3 or 4, the resulting mixture will dissolve the rubber 0-rings common to all hydraulic systems. Within a couple of hours the brake system will leak like a sieve, and the fix requires a complete system overhaul with all new rubber parts. Not cheap, or easy. The moral of this story so far: Don't ever mix DOT 5 (…) with any other DOT fluids. (…)Eventually a higher-temperature-rated version of DOT 4 was developed. While we think someone should have named it DOT 4.1 or DOT 6, it is instead labeled DOT 5.1. (…) Unfortunately 5.1 is extremely hard to find. When you ask for it, people will typically try to sell you DOT 5. If you are simply topping off or bleeding fluid we recommend DOT 4, which is totally compatible with DOT 5.1.

- DOT brake fluid is "hydrophilic". This means the fluid will absorb water from the air. (…) This is why every container of DOT fluid requests that you keep it closed when not in use. As the fluid absorbs water its vaporization temperature (or boiling point) is reduced.(…) Because fluid that exists in a hydraulic system will have a lower boiling point than when new, the Department of Transportation specifies two minimum boiling points for each brake fluid, known as 'dry' and 'wet.' (…) Unless you wish to replace your brake fluid after every ride, ignore the dry temperature and choose a fluid based on its wet boiling point. The minimum wet boiling point that qualifies a fluid for DOT 4 status is 311 degrees Fahrenheit. (…) DOT 5.1 has a wet boiling point of 365 degrees. Better yet, DOT 5.1 is half as viscous as DOT 4. This means a system filled with DOT 5.1 provides quicker lever response, better modulation and faster pad retraction . When servicing, the lower viscosity facilitates bleeding and pad adjustment. DOT 5.1 also experiences less volume change as a result of temperature shift than DOT 4, allowing more consistent braking through a range of temperature.

12.20.2006

Espaço 1999 (parte II)



Aqui fica a segunda parte (carta), baseada em factos verídicos :-)))

“Receita”
É um fanático de BTT e não consegue passar um fim-de-semana sem dar uma voltinha? Pois aqui fica uma receita para passar 4 meses (ou 4 fascículos da Bike) sem andar numa:
- leve a sua máquina para um trilho sinuoso e que conheça mal.
- lançe-se pelo trilho abaixo a toda a velocidade juntando emoção e adrenalina q.b.
- escolha um arbusto de dimensões consideráveis e enfie-se por ele dentro. Isto deve assegurar que a roda dianteira da bike seja bloqueada e vocês seja projectado sem no entanto causar qualquer dano de maior à bike.
- certifique-se que aterra com as mãos. Desta forma protege o corpo e causando uma fractura transversal do escafóide (pequeno osso que liga o polegar ao pulso). Para evitar inconvenientes profissionais é preferível que isto não ocorra na mão com que escreve.
- a quente esta fractura até não é dolorosa pelo que pode continuar o seu exercício por mais uma hora assegurando uma perfeita fractura (e confirmando que a bike realmente nada sofreu).
- deixe esfriar, inchar e quando a dor já for considerável, vá ao posto de saúde mais próximo (dependendo da zona onde habita isto pode ser mais interessante se consultar ao invés as urgências de um hospital).
- engesse o braço e deixe em repouso cerca de três meses (o escafóide é um dos ossos mais mal irrigados do nosso corpo e a sua cicatrização é lenta).
- enquanto espera, aproveite e faça uma operação a uma luxação recidivante anterior do ombro (maleita comum a muitos de nós e que consiste em deslocar o ombro após movimentos bruscos).
- ao fim do tempo previsto, remova o gesso e a imobilização do ombro.
- como a nossa massa muscular, quando imobilizada, pode registar perdas de 5% ao dia, inicie uma sessão de fisioterapia durante cerca de um mês. Aproveite este período para limpar o pó, remover as teias de aranha, lubrificar a corrente e encher os pneus da bike preparando já o seu regresso.
- após cerca de quatro meses, atreva-se pela primeira vez a circular uma vez mais em duas rodas mas utilize umas luvas com protecção para os pulsos. Saboreie então com prazer redobrado aquela emoção única que se obtém ao descer o tal trilho sinuoso. Ah, mas desta vez passe a evitar os arbustos !!

12.19.2006

O selo mágico


Quando fazemos um corte ocorre uma aglutinação de plaquetas sanguíneas que secretam uma proteína a qual, por sua vez, promove a formação de uma outra proteína que estabelece uma rede fibrosa. Esta coagulação do sangue leva a um rápido estancar da hemorragia. Com base neste principio foi inventado um produto para selar furos em pneus. Os detalhes técnicos podem ser vistos aqui e escusado será dizer que há alguns anos que sou fã. Mas o que me espanta verdadeiramente não é tanto o processo mas a sua eficácia (de ambos!). Durante a semana passada, por 2 vezes tive de encher o pneu que estava a vazar lentamente. Fui andar e.....ficou bom. Ganda Magik Seal!

12.12.2006

Espaço 1999


No século passado, por 2 ocasiões resolvi escrever uma prosa com laivos de humor para a Bike Magazine. Por essa altura eles davam um prémio à carta do mês e achei piada ganhar os ditos (da primeira vez uma camisola, da segunda uns óculos; ambos por sinal acabei por os oferecer a amigos). Por uma questão histórica aqui fica a primeira dessas cartas, numa altura em que andava numa Schwinn Moab rígida com V-brakes. Ahhhh, a ingenuidade de quem é jovem :-))

“Bikando”
Chegou finalmente. O dia foi longo e chato mas ela lá estava na caixa de correio. A Bike Magazine. Imbuído do mais nobre espírito betetista, ponho o capacete, as luvas (sem dedos naturalmente) e sentado no sofá qual selim imaginário, folheio as páginas ávido de curiosidade. Porreiro, dá-se um cruzeiro a quem for mais rápido na pista da FIL; só preciso de engendrar um esquema para ser o único a competir e está no papo. Adiante. Primeiro vem as cartas e as notícias. É sempre bom saber que entretanto foram lançados mil e um equipamentos que transformam a minha máquina num obsoleto conjunto de peças. Mas não me interessa; enquanto ela não me deixar mal continuará a ser a minha menina. Vamos aos testes. Impressionante. Gostava de saber quem é o pessoal que testa estas máquinas. Devem ser extraordinários para se aperceberem de tantas nuances: as suspensões flexíveis, o comportamento irrequieto, a precisão dos desviadores, a solidez das junções, a eficácia dos travões. Bom, pelo menos assim já fico a saber mais uns termos para no próximo passeio poder armar com os amigos. Especialmente com aquele que insiste em enfrentar todos os obstáculos e se atirar pelas descidas mais íngremes com a sua bike de 15Kg adquirida no hipermercado mais próximo. E nem o facto daquilo não travar o desanima. Diz ele que assim tem uma motivação mais forte para se desviar das árvores. Tenho de lhe emprestar os meus exemplares da Bike e chamá-lo à razão. Segue-se um comparativo sobre selins. Magnífico. Eu só conhecia os confortáveis e os não confortáveis. Afinal é um mundo. Mas folgo em saber que o meu já tem uma depressão central e que a próstata está protegida. Ufff. Passo rapidamente pelas entrevistas que a inveja é um sentimento feio. Cheguei ao fim. Recorto os roadbook e o programa dos passeios. É pena a Bike ainda não ter um website como deve ser senão poderia consultá-los directamente. Tiro o capacete, as luvas e penso que para o mês há mais."

12.11.2006

Cartoons


Este domingo fui fazer um passeio ligeiro já que rotores e pastilhas de travão eram novos (poder de travagem reduzido ainda por cima em piso escorregadio). Fui visitar trilhos por mim há muito esquecidos, agora reapreciados. A meio de um trilho aconteceu-me uma digna de cartoon. Um arbusto mais baixo levou a que me baixasse mas não reduzisse a velocidade pois achei que passava bem. Erro de cálculo e eis que o elástico da rede do camelbak se prende de forma muito eficaz ao dito arbusto. Isto eu não vi propriamente, só senti numa fracção de segundo a desaceleração da bike seguida de recuo, tipo cena do coiote perseguindo o bip bip. Para além de apreciar a resistência do camelbak (que não rasgou), dei por mim sózinho no meio do trilho a rir-me. E nos Kms seguintes a recordar de quão giros eram os desenhos animados no meu tempo.

12.08.2006

Chewing


Uma(s) pastilha(s) bem usada(s)!

12.07.2006

Rotores e Torx T25


Hoje é dia de substituir os rotores dos discos por uns novos. Cerca de 5 anos, algumas entortadelas, outros tantos endireitanços (por vezes à martelada) e continuam bons. Apenas umas décimas de mm gastos. A troca deve-se mais ao plano a médio prazo de ter um segundo par de rodas com pneus mais largos para fazer raides urbanos e afins. Os rotores novos ficarão nas rodas novas e de maior uso, os antigos (não velhos!) ficam na gaveta a pensar nesse cenário e à espera de uma cassete em condições análogas.
Estes rotores da Hope Mini são óptimos, por vários críticos considerados os melhores rotores da Hope com uma boa área de travagem, resistentes e bons dissipadores de calor. E ainda tinham uma outra vantagem, os parafusos de aperto à roda eram sextavados em vez da nova moda dos T25. Não entendo o porquê de ter um tipo distinto de parafuso; andar com mais uma chave?

12.04.2006

Triciclos (para miúdos)


A semana passada comemorou-se os anos da piolha (3!). Por mais do que uma vez, como convém nestas idades, sopraram-se velas, abriram-se presentes, comeram-se guloseimas. E começa a sentir-se a pressão para a aquisição de uma bicicleta. Ora, como todo o pai que tenha caído na esparrela bem sabe, bicicleta para criança de 3 anos é sinónimo de algo pesado (para os putos, claro), com uma significativa massa inercial que os leva a fartarem-se daquilo ao fim de 200m obrigando o desditoso pai a carregar aquela gaita o resto do passeio ou a empurrar dobrado para mal da região lombar. O melhor mesmo nesta idade é um triciclo. Mas daqueles antigos, simples, com atrito reduzido, como quando era eu puto. E encontrá-los ?? Hoje a esmagadora maioria são umas coisas horríveis de plástico, frágeis, sem tracção. E a excepção à regra, encontrada quase por sorte, custa uma fortuna (260 euros!!) se considerarmos o seu tempo de vida útil. Para o ano, aí sim, é altura de começar a pensar em algo giro mas sem pedais e sem rodinhas para assim treinar o equilíbrio.

A “dose”

Aproveitando um fds longo aproveitei para injectar uma boa dose de pedalada que o organismo já pedia. Na 6f custou sair da cama mas volvidos alguns Kms em cima da bike e já estava a dar por bem empregue a alvorada. Os solos estavam óptimos, o dia magnífico e foi andar até não poder mais. Embalado pelo passeio magnífico, domingo voltei à carga, fiado numas previsões da meteo.pt. Mas ainda mal tinha começado e já caia uma chuvinha fria, chata que me levou a considerar voltar para trás. Eis senão quando, num troço de estradão, passo por 2 miúdos (com os pais), um deles não devia ter mais do que 6-7 anos. Deu-me vontade de perguntar que mal tinham os pobres feito para os pais os castigarem daquela forma. Aqueles ou desistem na adolescência ou ficam ainda mais “agarradinhos” que eu. Claro que depois de uma cena destas, não era uma chuvinha a desmoralizar (há que dar o exemplo) e toca de continuar. Mas não tenho vontade nenhuma de levar a minha filhota a seguir as pedaladas do pai!