11.28.2006

Maratona mental

Neste fds de chuvas intensas e rios transbordantes, o trajecto de qualquer passeio afigurava-se de escolha dificil. Comecei por sair em direcção à zona de Terrugem mas estava tudo muito escorregadio e com aquela lama que enterra até aos discos. Ala pela zona de Mafra mas é pior a emenda que o soneto, aí os riachos estão agora intransponiveis e a zona do Lizandro são areias movediças. Um esticão até Sintra onde a água escorre pelas encostas e não se vê o chão. Fletir até ao Guincho e mais lama colante para acabar no escorrega de lama fininha de Monsanto. Já nem vale a pena considerar a outra margem e o pântano da comenda. Pronto, acabou-se o passeio mental, fiquei mas foi na cama ambas as manhãs. Tanto quanto a piolha me deixou, claro....

11.16.2006

In a safe place


Uma das coisas que, conceptualmente, me dá mais gozo nos trilhos dificeis é o racional das escolhas. Uma escolha imediata baseada no critério do mais fácil pode de seguida revelar-se errada, curva-se por dentro ou por fora, drop ou rego, trava-se ou acelera-se. E na cascata de eventos despoletados pela escolha inicial o inesperado que muitas vezes surge. Hoje um culminar desses eventos deu na audição das folhinhas da imagem. Muito fixe.

11.13.2006

Time lapse



Continuando na senda de testar a Motolite em condições diversas, este domingo fomos fazer o trajecto da Maratona do Sobral de Monte Agraço. No cômputo geral, uma zona gira com bonitas paisagens rurais, alguns trilhos giros mas também algumas partes um bocado secantes. Comparativamente à Superlight, deu para ver que quando me aproximo do limite físico, a sensação de desconforto é menor o que para mim é uma grande vantagem. Absorve melhor os choques, menos tempo a pedalar de pé mas também menos traseiro dorido. Fui acompanhado pelos amigos que já tratam as maratonas por tu o que assegurou uma boa tareia e uma boa companhia. A única nota mais chata é a conversação, ou melhor a minha impossibilidade de a manter. Já vou eu com os bofes de fora ainda eles tagarelam sem esforço. E quando eu finalmente recupero o fôlego já passou tanto tempo que o tema de conversa é outro!! As subidas são o meu descontínuo espaço-temporal.

11.08.2006

Não é dor, é paixão!

Este fds a piolha estava nos avós, o trabalho tinha aliviado um pouco e portanto propiciava-se a umas pedaladas mais intensas. Sim, o tempo ia estar mau mas havia “necessidade” de testar ainda afinações na máquina nova, ver como se comportava na lama e talvez o tempo até nem estivesse tão mau e mais umas desculpas.
Sábado, ainda nem tinha feito 5 kms, já debaixo de um aguaceiro copioso, sem abrigos em redor e o pneu traseiro rebenta. Vá, não se desiste à primeira adversidade, lá se retira o pneu, os espinhos encravados por quase um ano de rodagem cujos buracos o Magik Seal ia selando, câmara de ar e segue com orações para que não haja mais furos. Primeira descida a sério, qual escorrega de parque aquático e lá vamos nós lado a lado, eu e a Titus. Bof, é só lama, isto até é divertido, vamos a levantar e a continuar. O pior é o barro nos encaixes dos sapatos. Não há crise, é só antever as ocasiões em que é preciso desencaixar os pés para não ir ao chão. Seguem-se trilhos técnicos que agora são riachos (menos mal), as subidas sem tracção e mais, muito mais aguaceiros, de não conseguir abrir os olhos mas limpar a bike. E olha, o pneu da frente está a vazar um pouco. Isto já são sinais a mais, ala que se faz tarde, em casa conserta-se tudo e amanhá há mais.
Domingo, já não chove, só há lama, muita, muita lama, qualquer curvinha é um slide, as subidas paredes, as descidas parecem cobertas de WD-40 que salta para os discos, os sapatos continuam a não desencaixar, primeira visita obrigatória ao Elefante Azul.
Não há dúvida, foi um g’anda fds :- ))

11.03.2006

As minhas lojas

Profissionalmente, tenho de ser criativo. Talvez para contrabalançar gosto de manter hábitos e rotinas. Gosto de ir ao mesmo café, o pequeno-almoço é invariavelmente um galão e uma torrada, compro roupa nas mesmas lojas, etc. Gosto da sensação de familiaridade, de conhecer e ser conhecido. E por isso vou sempre às mesmas lojas de bikes. Ele cada vez há mais mas eu não diversifico. Gosto de lá ir, ficar na palheta, ir beber uma jola ao café do lado, comentar passeios, quadros e componentes. E só me chateia, como nos restaurantes favoritos, não ir lá mais vezes e comprar-lhes coisas. Mas como os meus amigos só me vendem coisas boas elas duram, duram, duram e por vezes quase tenho vontade de pedir desculpa por não ter ainda estragado este ou aquele componente. Assim, à laia de tributo e por ordem cronológica (das minhas visitas) aqui fica o meu reconhecimento não só à competência mas também à amizade:
- à Bici-Action e ao Rui. Não liguem à “capa” de freeride, é muito mais que isso.
- à Mega-Aventura, ao Mário e ao Ricardo. “Isto é uma loja, não é um projecto”. Bingo!
Uma entrada mais recente, ainda sem a dimensão das anteriores mas fornecedor da Titus com uma montagem e um atendimento exemplar, a Avalanche.

A irmandade da Pedra

Depois de um passeio de H(o)lloween desprovido de emoção, a 4f de manhã assistiu a um curto mas intenso teste da Motolite em descidas mais técnicas. O terreno estava perfeito o que me motivou para ir às mais dificeis. E numa delas a motolite recebeu o seu primeiro risco, precisamente na mesma zona e feito pela mesma pedra onde a Superlight ostentava uma marca de guerra. Aquela passagem é tramada e nem todos os santos impediram a minha hesitação em largar o travão e deixar ir. Outros se seguirão mas já diz a música, the first cut is the deepest.