Este fds a piolha estava nos avós, o trabalho tinha aliviado um pouco e portanto propiciava-se a umas pedaladas mais intensas. Sim, o tempo ia estar mau mas havia “necessidade” de testar ainda afinações na máquina nova, ver como se comportava na lama e talvez o tempo até nem estivesse tão mau e mais umas desculpas.
Sábado, ainda nem tinha feito 5 kms, já debaixo de um aguaceiro copioso, sem abrigos em redor e o pneu traseiro rebenta. Vá, não se desiste à primeira adversidade, lá se retira o pneu, os espinhos encravados por quase um ano de rodagem cujos buracos o Magik Seal ia selando, câmara de ar e segue com orações para que não haja mais furos. Primeira descida a sério, qual escorrega de parque aquático e lá vamos nós lado a lado, eu e a Titus. Bof, é só lama, isto até é divertido, vamos a levantar e a continuar. O pior é o barro nos encaixes dos sapatos. Não há crise, é só antever as ocasiões em que é preciso desencaixar os pés para não ir ao chão. Seguem-se trilhos técnicos que agora são riachos (menos mal), as subidas sem tracção e mais, muito mais aguaceiros, de não conseguir abrir os olhos mas limpar a bike. E olha, o pneu da frente está a vazar um pouco. Isto já são sinais a mais, ala que se faz tarde, em casa conserta-se tudo e amanhá há mais.
Domingo, já não chove, só há lama, muita, muita lama, qualquer curvinha é um slide, as subidas paredes, as descidas parecem cobertas de WD-40 que salta para os discos, os sapatos continuam a não desencaixar, primeira visita obrigatória ao Elefante Azul.
Não há dúvida, foi um g’anda fds :- ))