7.27.2006


Recorro mais uma vez ao Calvin para ilustrar o comportamento (estado de espírito ?) dos últimos dias pré-férias.

7.21.2006

In(damn)

Voltei
Já lá vão uns dias sem pedalar o que me tem toldado a visão mas ajudou realmente a definir o que fazer (*)
Já diz o grande refrão:

No, you can't always get what you want
You can't always get what you want
You can't always get what you want
And if you try sometime you find
You get what you need

Por isso e sendo a Santa Cruz a menina dos meus olhos, vamos lá a ver se alguém quer ficar com a Foxy para outra tomar o seu lugar. Ofertas aceitam-se.

(*) para quem está a pensar GAL este não foi exactamente o pensamento predominante na semana ausente, ok? Mas o blog é suposto ser sobre as bikes e precisamente para escapar das work-holices do dia-a-dia.

7.10.2006

Out(break)

Estou infectado com o vírus da aquisição. Preciso de uns dias out, sem bike, para debelar a infecção. Ou não....
De qualquer forma, os posts voltarão para a semana.

7.07.2006

MotoLôca


Nem de propósito, mal acabei de escrutinar peça por peça a minha linda SL, fui confrontado com a possibilidade de testar a máquina da foto. Titus Motolite, uma daquelas bikes da categoria “all in one”, “vende lá as outras e fica só com esta”.
Curiosamente, há um ano atrás fiz aqui uma listagem de quadros quase perfeitos (21.07.05) e vinha lá a irmã mais XC da motolite, a Racer-X. Um ano e este teste volvido e acho que fazia um update na lista colocando lá a Motolite em vez da Racer-X (sorry G!). Um curso traseiro de 130 mm com um RP3, uma frente a pedir uma TALAS, um 4-bar system que funciona e que dá uma rigidez excelente, excelentes críticas à durabilidade no mtbr.com (para mim principal preocupação numa bike multi-link), uma estética linda. Não fosse o preço desmotivante e seria o cenário para um excelente teste a pensar na aquisição.
Mas removendo do espírito a questão material...que máquina !! Desce e curva que é uma maravilha, inspira confiança e leva a largar os travões, também graças a uns IRC matulões (2.25) e a uma Float de 130 mm (pior que a Talas). Claro que isso se paga a subir. Não tanto naquelas subidas de inclinação mais ou menos constante; o pior é quando surge aquele troço tipo “parede” cuja suplantação obriga ao esforço extra existente nos sub-30 mas que vai desaparecendo à medida que nos aproximamos dos entas...
Em single-tracks sinuosos achei-a surpreendemente ágil (então se comparada com a Foxy-boinga....), quase tanto como a Superlight (mais curta), e com uma óptima resposta quando queremos que a força da aceleração não seja sugada pela geometria do quadro. O unico senão identificado não tem nada a ver com a bike em si mas com os shifters integrados XTR que lá estavam montados (que m**** menos funcional). Não dá nunca a impressão de ser um sofá o que para mim é óptimo pois é uma bike que possibilita a realização de passeios mais ou menos extensos (para quem não tenha notado, maratonas não me apelam). Claro que não “toca” nos extremos: não é uma bike leve de XC nem uma DHer confortável. Mas também não é isso que se pretendia. Em resumo, tem tudo o que eu gosto na SL e ainda um curso traseiro superior.
Dito isto, a conclusão parece óbvia. Mas não é !! Já tenho 2 máquinas excelentes que, no conjunto me servem perfeitamente e isto ainda seria um investimento considerável. E depois, via-me livre de qual? Da Foxy, filha menor, saco de pancada, galgadora de escadas, degraus, etc? Ou da SL, eclética, rápida, papa-Kms? Ora estava eu tão descansado antes da gaita do teste.........

7.02.2006

TLD final (uff !!)


O TLD final teria de ser necessariamente o quadro, um Superlight M, anodizado. Para começar é o quadro que mais tempo durou nas minhas mãos; está a chegar aos 3 anos. Não sendo perfeito ainda hoje o acho óptimo. E as razões são:- comportamento óptimo. É um quadro M de maneirinho. Com a minha configuração é muito ágil especialmente em STs sinuosos, sobe e desce bem (leve), excelente rigidez lateral, tem-me permitido fazer tudo quase sem compromisso. O único "defeito" é o pouco curso traseiro que, em andamentos mais agressivos, se esgota rapidamente. Em termos de construção, só tem um sério problema. O suporte do desv traseiro, ao invés de um drop-out tem uma extensão fixa cuja grande vantagem é manter sempre o desviador no mesmo local e evitar mudanças fantasmas. Mas tem várias desvantagens. A primeira é que se houver uma pancada mais forte no desviador, ao invés de se dobrar o drop-out...parte-se o desviador. Isto não me aconteceu mas é um risco. A segunda é que desta forma o desviador "enrosca" directamente no aluminio e vai moendo. Com o tempo, a folga é bem superior à que poderia surgir com um drop-out eno meu caso, o desv "caiu" mesmo a meio de um percurso (not nice). Resolveu-se o problema com um casquilho mas é algo que já não tem muita razão de existir. A escora traseira bem elevada minimiza os chupões e dispensa o uso daqueles protectores inestéticos.- excelente pintura. O anodizado encarece mas definitivamente vale a pena. Uma quase ausência de riscos passado este tempo.- o sistema de FS é o mais simples. Um único pivot numa geometria já muito testada deram até hoje zero problemas de casquilhos; volta e meiaconfirmo que está apertado e é tudo. A consequência, já se sabe, é que nem com um 5th element se elimina totalmente o bombear. O acesso (para limpeza ao desv da frt é muito difícil mas com uma escova de dentes lá se faz o trabalho.
Em resumo, um excelente quadro que continuo a gostar bastante e ao qual já me afeiçoei tanto que é difícil equacionar a substituição.