6.30.2006

TLD IV (a óleo)

Travões Hope Mini 160 mm – Tal como as rodas, foram adquiridos a um amigo e perfazem 4 anos, 3 na ponta dos meus dedos. São os unicos travões de disco que já tive e daí não ter um bom elemento comparativo (a Foxy tem uns iguais e isto foi uma das razões para a ter comprado). São leves, muito progressivos o que é excelente em descidas muito pronunciadas (a roda não bloqueia), tem uma boa dissipação de calor (continuam a travar mesmo em descidas muito longas) e até hoje só precisei de mudar de pastilhas (*) e limpar os êmbolos 2 vezes. Para mim são perfeitos (até esteticamente são bonitos) embora saiba de quem os tenha detestado por serem tão progressivos. Ao fim deste tempo os discos estão um pouco gastos mas nada de preocupante. O de trás já levou uma pancada tal que teve de ser endireitado à martelada. Mas lá continua.


(*) Hope ou Fibrax; na Foxy estão umas pastilhas BBB que travam bem mas são pior que uma buzina.

6.29.2006

TLD III (a ar)

Amortecedor 5th Element 100 mm ar (3 anos) - Já mereceu uns post anteriores (8.03.06 e 16.03.06) não por causa de mau desempenho mas por problema associado às revisões. Em 3 anos foi 2 vezes à revisão. A primeira porque a câmara da IFP estava a perder ar; foi revisto e ficou impecável mas a revisão foi um absurdo (100 euros). A segunda foi mais barata mas muito demorada (fiz mesmo uma queixa) e colocaram-lhe tanta massa lubrificante que ainda equacionei que estivesse a babar. Aqui o problema não é do produto mas da assistência. Entretanto a Progressive Suspension deixou de ter representante em Portugal o que não é bom. Ao fim de +/- 2 anos os casquilhos começaram a apresentar folga e tiveram de ser substituídos. É um amortecedor muito leve, reduz eficazmente o bombear e está ainda a funcionar muito bem embora sejam conhecidos vários casos de “rebentamento” após pancadas mais fortes; eu disso não me queixo mas talvez porque ando com pressões bem superiores às indicadas pela marca para o meu peso (caso contrário andava sempre a bater “no fundo”). Se hoje tivesse de comprar um, seguramente escolhia outra marca com uma assistência de qualidade.


Suspensão Fox Talas R – Fez agora um ano que a adquiri e da sua espectacular performance falei na altura (20.06.05) tendo ficado a análise à fiabilidade para agora. Quando a adquiri disseram-me que necessitaria de revisões mais periódicas dada a complexidade acrescida de funcionamento. Mas ao fim de +/-3000 Km não baba, não exibe folgas, não perdeu ar e tem resistido a tudo. Por isso tenho vindo a adiar a revisão. Mudo de curso com alguma frequência mas não sou daqueles que a cada descida aumenta o curso e a cada subida diminui. Isso talvez contribua para uma maior durabilidade. Também não mudo de curso em andamento; páro antes de o fazer. Ao contrário do que diz no manual, mudar o curso altera bastante a suavidade (menos curso, mais rigidez). A única coisa menos positiva é que em dias de muita lama a regulação do curso pode tornar-se mais chata porque o botão está muito exposto e a lama dificulta a rotação do mesmo.

6.27.2006

Habilidades

Eu não sei andar de bicicleta assim mas gostava :-))))))))


http://www.youtube.com/watch?v=6GNB7xT3rNE&eurl=

(quem diz que o choque de civilizações tem de ser necessariamente negativo?)

6.25.2006

TLD II (rolante)

Rodas Mavic Crossmax Disc – as minhas tem cerca de 4 anos, 3 dos quais na minha posse; comprei-as em segunda mão a um amigo que teve de deixar de pedalar por motivos de saúde. Na minha mão tem feito de tudo, passeios longos, trilhos de DH, escadas, etc, etc. Levaram o ano passado rolamentos novos e anualmente são abertas e limpas. Nunca empenaram, nunca tive problemas com os raios embora a de trás tenha 2 um pouco tortos (pancadas). São leves, quase indestrutíveis e o único “mas” é que convém andar com uma chave Mavic para, se necessário, lhe dar um aperto no cepo - vai criando alguma folga (*). Não faço tenção de as substituir mas se tiver de o fazer será por outras idênticas.

Pneus Schwalbe Black Jack – 2.25 à frt e 2.1 atrás. Boa aderência lateral graças a uns tacos sobressaídos, bom escoamento da lama, muito resistentes a furos e duráveis (mais do que por ex os Jimmy). Uso a versão tubeless com liquido vedante (Magik Seal) e, se bem me recordo, nos últimos 3 anos apenas uma vez durante um passeio tive de colocar uma câmara de ar; em todos os outros a combinação tubeless-M seal permitiu continuar a rolar. São óptimos a curvar e dão-me aquela confiança para andar um pouco mais depressa, algo que não tive com outras marcas (IRC, Panaracer). Já não existe este modelo e quando soube disso fui à loja e comprei uns para quando estes finarem, tal a minha afeição.

(*) a folga no cepo das crossmax é quase que inerente à sua forma de construção: para poupar gramas a mavic substituiu um rolamento por um casquilho de nylon q rola directamente sobre o aluminio do cubo. O resultado sao as revisões inevitáveis e o desgaste desse casquilho que provoca folga no cepo e K7. Qt maior o desgaste mais frequente se torna a necessidade de revisão e, em determinado ponto, pode começar a moer o proprio cubo. A Mavic tem mesmo um pdf com instruções para reparação caseira.

6.22.2006

TLD I (as “miudezas”)

A ordem de importância dos componentes já aqui foi analisada (http://pedalices.blogspot.com/2005_10_01_pedalices_archive.html) e portanto “miudeza”, que fique bem claro, refere-se apenas a dimensão relativa e não a importância.

Avanço e Espigão Thomson Elite (+/- 3 anos) – São peças muito caras. Mas, sendo ultra-leves, passados 3 anos não tem um risco (maquinados), os parafusos não tem ferrugem, não há um ranger, uma folga. Em suma, um investimento mas caro. Por comparação, o espigão que está na Foxy tem seguramente metade dos Km, parece ter o dobro da idade mas funciona na mesma; só que se o quiser vender ninguém me dá nada por ele.

Caixa direcção Chris-King (+/- 2 anos) – Unanimemente consideradas as melhores caixas de direcção custam em Portugal uma pequena fortuna. Mas a minha veio dos states no meio da bagagem de um amigo e foi menos de metade. Desde que foi parar à bike não mais foi necessário apertar a direcção que se mantém firme como no primeiro dia. Outra nota máxima embora reconheça que, a preços locais não a teria adquirido pois existem outras com uma melhor relação preço-qualidade.

Desviadores Shimano XT - comprar novo um XTR é algo que não me faz sentido tendo em conta o preço exorbitante da coisa. Os XT funcionam muito bem e ao fim de milhares de passagens continuam impecáveis. Tenho o cuidado de os deixar sempre em mudança baixa para a mola não perder propriedades e após as limpezas levam ambos com WD-40. O desviador da frente (cerca de 3 anos) vai fazendo alguns ruídos devido a folgas nas partes que são cravadas mas nada que incomode. O traseiro é um pouco frágil a arranhões. Já tive (e tenho) um XTR traseiro que veio numa bike, passou por 2 outras até a peça do esticador partir; arranjei outra e agora tenho-o guardado como suplente para o que der e vier. Reconheço que, sendo muito mais usado que o XT parece em melhores condições. Mas o preço.....

Punhos guiador – Já tive uns Yeti (borracha) que duraram cerca de 3 anos e passaram por 3 bikes. Muito bons mas na fase final a borracha tornou-se desagradável ao tacto e meio colantes. Agora ando com uns Ritchey WCS de espuma muito confortáveis, leves, e em cerca de ano e meio continuam óptimos. Mas não tem uma protecção lateral e a espuma é muito pouco resistente a cortes; tenho uns semelhantes na outra bike que num confronto mais directo com um arbusto rasgaram logo um pouco. De 0 a 20, aí uns 14.

Selim – Quem ler umas entradas atrás, sabe que espero um selim novo porque o Selle Italia Gel Flow Trans Am partiu (um dos carris) numa descida com um drop mais acentuado. Mas já tinha cerca de 4 anos e algumas folgas (nos apoios) o que proporcionava alguns ruídos. Era leve, confortável, anatomicamente correcto e o revestimento aguentou diversos toques sem rasgar. “Agarrava” um pouco os calções quando me reposicionava após uma descida mais pronunciada mas julgo que isso é mais devido à espuma dos calções do que propriamente ao selim. No cômputo geral foi uma excelente escolha. Agora tenho um andamento mais agressivo e as versões actuais da Selle tem os carris numa liga mais leve (não percebo porque não tem versões com carris em cromoly). Apenas por isso e com grande pena mudei de marca.

Transmissão (corrente e cassete) – Há cerca de 5 anos que a combinação se mantém. Cassete XT e corrente Connex Wippermann 908. Quando mudo uma, mudo a outra. E mudei apenas 3 vezes o que no meu caso equivale a uma mudança a cada 2500-3000 Km. Eu sei que há quem defenda uma mudança de corrente mais frequente mas nunca senti necessidade disso (muito menos com a Superlight cuja geometria reduz a ocorrência de chupões). Tenho sempre cuidado para não mudar de velocidade em esforço (a única corrente que parti foi nessa situação) e em manter a transmissão limpa (ver post de 17.05.06). As connex tem para mim a enorme vantagem do elo de engate rápido (tenho um suplente no camelbak) que permite uma reparação fácil e sem necessidade de ferramenta. As cassetes XT são boas e MUITO mais baratas que as XTR; tem um número de dentes apropriado a quem como eu gosta de relações leves para subir, uma óptima durabilidade e o principal defeito que registo é necessitarem de aperto volta e meia. Isso e o preço; material Shimano cá no burgo é muito mais caro que noutros países europeus.

6.21.2006

TLDs

Antes de adquirir peças novas para a bike gosto de ir aos fóruns da especialidade e ler as críticas lá colocadas (*). Nas revistas nacionais os testes não são muitos e dizem sempre bem, um reflexo talvez da nossa alergia à avaliação crítica e pública. Mas eu tenho muitas reticências quando só se listam as opiniões favoráveis e os louvores. Nos fóruns, onde cada um vai transmitindo a sua experiência, fica-se com uma ideia muito mais real do bom e do mau. Mas mesmo o que se vê nos fóruns precisa de ser criticamente interpretado. Uma crítica positiva após se ter testado o produto durante 1 mês não é muito significativa. O ideal é procurar os Testes de Longa Duração (TLD) porque aí sim, temos uma análise fundamentada e mais desligada do marketing que nos impele a trocar tudo a cada 6 meses. Isto tudo porque este fds, depois de mais uma série de maus tratos à linda (a Superlight) me lembrei de fazer uma espécie de “inventário” à máquina e aos seus componentes que continuam a resistir e a ter uma performance digna de registo. Os próximos post serão assim sobre os TLDs (mais de 1 ano) da Superlight: quadro, suspensão, amortecedor, rodas, travões, pneus, desviadores, avanço e espigão, selim, etc.

(*) sendo o mtbr.com o favorito

6.20.2006

QUIZ



Os 3 círculos da figura representam um trio que pedala frequentemente junto e a intersecção dos seus gostos. Os círculos já estiveram quase quase sobrepostos mas a evolução natural de cada um dá algo parecido ao que acima se descreve. Sendo a legenda a que abaixo se lista sempre quero ver se os visados se revêem nisto e consequentemente conseguem adivinhar qual o seu :- ))
(D – muiiiiitas descidas; N – nocturnos; T – de tudo, subidas, descidas, técnico, rolante; M – Maratonas; E – Endurance).

6.13.2006

5 Estrelas



Foi um fds em beleza. Grandes trilhos, grandes descidas, grandes paisagens, grande companhia. A estrela foi 5 estrelas.
Houve furos, quedas, aleijados, correntes e cabos partidos, 1 quadro a precisar de reforma (o B1 ia sendo um B2). A Santa Cruz portou-se lindamente, os Hope Mini são os melhores travões que existem (já viram discos azulados do calor?) e os Black Jack os melhores pneus. A organização esteve à altura e fiquei definitivamente convencido que a Serra está muito mais longe do que devia (já estou estrelo-dependente). Mas tudo isto teve uma piada acrescida graças ao GANGA LAV (Obrigado seus Gnnnuuuuuss!!!!!!). Venha o próximo evento e o filme deste.

6.09.2006

A caminho das Estrelas



Daqui a algumas horas descolaremos em velocidade sub-warp em direcção à Estrela para um passeio de 2 dias, serra abaixo. Infelizmente lá ainda não há um “beam me up Scotty” para poder descer tantas vezes quantas as décadas que a Enterprise já leva de existência. Por isso vou ter de substituir o teletransportador pela energia das pernas. Maldito princípio da incerteza de Heinsenberg.

6.08.2006

PONTOS NEGROS








Tal como nas estradas, também no BTT deveríamos ter um levantamento de pontos negros. Aqueles pontos por onde passamos e que por obra de energúmenos foram feitos ou alterados por forma a darem origem a perigo onde tal não deveria ocorrer. Esta semana tenho uma nódoa, também negra, em cada antebraço. Fruto de um semi-embate (foi mais um encosto na realidade) com um arame propositadamente colocado para vedar uma passagem (serventia). Nem sei bem como qualificar tal acto se mesquinhez, se parvoíce pura, maldade, distração. No meu caso ele estava ao nível do antebraço mas e se fosse uma criança de bmx como já fui ? Será que quem colocou aquele arame tem consciência do que faz? Vale a pena aleijar para impedir uma passagem inofensiva?

6.05.2006

Trocas (não baldrocas)

Este fds, pela primeira vez, troquei uma peça (o selim) que encomendei propositadamente numa das minhas lojas referência. Na 6f fui lá buscá-lo e quando o agarrei e manuseei senti logo uma apreensão; parecia maleável demais a quem acabou de partir um outro selim. Contrariando o “gut feeling” inicial lá o trouxe. Erro !! Montei-o, dei uma voltinha e se fisicamente era confortável, o desconforto psicológico sobrepôs-se. Voltei à loja e entre mil desculpas pedi para me encomendarem outro, modelo semelhante da mesma linha mas mais “sólido” e até mais económico. A garantia é idêntica em ambos e este até poderá vir a partir mais depressa (nunca o saberemos) mas neste caso considero mais importante ter algo que não me cause apreensão. Não quero deixar de fazer este ou aquele trilho com medo de danificar componentes.
Estas trocas num país grande são normais e os “test-drives” são usuais como política de merchandising. Mas aqui num mercado pequeno eu compreendo que os lojistas não podem ter todos os modelos e emprestar peças à malta para testar e que isto foi uma excepção. São as consequências de uma unsuficiente massa crítica que não se limita às bicicletas. Só que decidir apenas por catálogo e fotos na net é muitas vezes limitativo e não permite formar o tal gut feeling semi-irracional mas que diz “é isto mesmo”.