2.27.2006

AccuWeather


Este fds, mais uma vez, a minha disposição foi salva pela precisão das previsões do AccuWeather, site de informação metereológica com nome a condizer. Em vez de ir no sábado sob chuva intensa, fui no domingo, com partida a hora escolhida, baseada nas tais previsões. A única chuvada caiu estava eu a tomar o pequeno-almoço, 20 minutos antes da partida. E depois foi sempre a rolar sem chuva. A água só voltou a cair quando estava já em casa. Perfeito, até parecia que os modelos de previsão do tempo não se baseiam em fenómenos estocásticos. Tal como os hábitos de consumo na internet e a polimerização dos microtúbulos ! Por isso cada site do tempo utiliza modelos com ligeiras variáveis que podem resultar em diferenças consideráveis. Eu já há bastante tempo que me guio apenas por este.

2.24.2006

SINTRA

Parece que este fds passado a GNR também foi a Sintra; não para pedalar mas para autuar os infractores, nomeadamente o pessoal das carrinhas-ascensoras-transportadoras de freeriders. Já se gerou um coro de protestos contra a GNR, contra as pessoas que reclamaram, contra sei lá bem o quê. Correndo o risco de ir contra uma corrente de ideias, gostaria de dizer que muitas das opiniões que vou lendo parecem falar apenas de direitos e não de deveres. A(s) Serra(s) é de todos, não dos que lá tem casa, não dos freeriders, não dos pedestres, mas de todos. E infelizmente tenho de reconhecer que a nossa comunidade não se tem portado da melhor forma. Pedalo na serra há quase uma década e nos últimos 2 anos tem-se assistido a um rápido degenerar. Abertura de trilhos mesmo à beira da estrada, construções ad-hoc, falta de respeito pelos outros, etc, etc. Por muito que eu goste de evoluir nos trilhos reconheço que não é correcto aparecer de uma semana para outra, num single-track frequentado por muitos um drop ou um gap sem “escapatória” para os menos audazes. Ou que certos trilhos sejam sobre-usados sem qualquer preocupação, ou que se dê uma pancada com a bike num pedestre e nem se pare para ver se a pessoa está bem (como já me confessaram). Já há bastante tempo que o CPFR vem lançando alertas sobre os cuidados e atenções a ter. Quantos os tem ouvido? Por isso, e por mais que me custe reconhecer, a proliferação deste desporto atingiu proporções tais que é necessário regulamentar. Lá diz o ditado, paga o justo pelo pecador e aqui não tenho dúvidas que sofre a maioria pelos abusos de uma minoria. Felizmente que parece haver também uma minoria disposta a fazer as coisas bem-feitas com bom senso e fazendo acordos com as entidades competentes. A esses, eu daqui hoje tiro o meu chapéu e digo bem-hajam.

2.22.2006

FORÇA

Obviamente que eu não me podia contentar com um pedal em atrito. Portanto havia duas hipóteses: resolvia o problema ou comprava outros novos. Comprar novos estava fora de questão porque isso seria ceder a um consumismo fácil; para além do aspecto económico, há o aspecto desperdício que eu não gosto. A utilização da chave dicotómica inicial levou-me por isso a decidir pela resolução do problema. Permanecendo na aplicação de metodologia científica, analisam-se quais as variáveis, eliminam-se progressivamente até identificarmos o problema. Isto requere alguma concentração e capacidade de sistematização, coisa que na arquitectura simples de um pedal não é dificil. Assim, se as partes móveis estão todas bem colocadas, o lixo removido e o sistema lubrificado com massa (crítica), faltava apenas controlar a força do aperto, isto é, a tensão que fica aplicada nas ditas partes móveis.
A FORÇA é algo muito importante. Força é, de um modo geral, qualquer interacção entre corpos capaz de modificar o estado de repouso ou de movimento de um corpo ou de lhe causar uma deformação permanente ou temporária.Ou seja, é algo que utilizamos para criar movimento, para nos sobrepormos à inércia, para controlar causas de aceleração e retardamento. Também a utilizamos, por vezes em sentido figurado para nos sobrepormos (ou aos nossos pontos de vista) relativamente a outrém. Neste aspecto, o meu pai ensinou-me em pequeno que se tem de mostrar a força da razão e não a razão da força. De certa forma, foi também isso que o pedal me mostrou, que ao aplicar mais força (na rosca) do que era devido foi-se a razão e veio o atrito – as coisas quando c(o)mprimidas não funcionam muito bem. Dei-lhe uma folga (grau de liberdade) e tudo se resolveu. O pedal tá fixe.

2.19.2006

LIMPEZAS


Um fds cheio de chuva, vento e uma filhota com os avós permitiram uma limpeza exemplar nas bikes. De tão exemplar que até decidi fazer mais do que o necessário. Desmontar os pedais e limpá-los devidamente por dentro. Depois do primeiro, decidi não abrir o segundo. Esferas a fugir, mãos cheias de massa, porcas para um lado, panos para outro; ficou limpo é um facto mas com um ligeiro atrito que o seu par não aberto e supostamente ainda sujo lá dentro, não tem. É com os erros que aprendemos e para além de ter aprendido a desmontar os Ritchey ficou a outra lição: if it ain’t broken, don’t fix it!

2.17.2006

ODORES


O olfato é o único dos sentidos que tem ligação directa com o processamento de emoções e o armazenamento de memórias. Perfumes ou odores são capazes de despertar sensações de alerta ou tranquilidade, conforto ou incómodo. O perfume que usamos, a frequência a que o mudamos (ou não), a quantidade que colocamos, diz muito sobre nós. Além disso, o olfato diz-nos origem de cada coisa e está intimamente relacionado ao instinto de sobrevivência.
Quando desco para a minha arrecadação vou sentindo nas escadas o cheiro característico da borracha, do WD-40, do couro, do metal, do camelbak, da roupa, aquela amálgama que emana da bike e derivada da sua manutenção. Precisamente, aquele cheiro desperta-me tranquilidade, conforto, ideia de espaço próprio. Por vezes, nos dias mais stressantes, vou lá abaixo sem ter nada para fazer, só por ir, estar lá um pouco. Esta semana nem isso tive oportunidade de fazer e sinto a falta. Hoje irei snifar de certeza.

2.15.2006

Not at all coordinated


Estava eu preocupado no outro dia com as potenciais figurinhas que nós fazemos quando não trajamos a rigor pois as nossas indumentárias do pedal, só por si, já tem o seu quê de ridículo! Bof, que é isso quando comparado com o grande chefe lá do outro lado do atlântico que usou estas botas num jantar formal oferecido lá na sua casa que também tem umas parede caiadas mas duvido que cheire a alecrim. Até uns Specialized Body Geometry pretos teriam ficado melhor!!!

2.14.2006

As bolotas do Panoramix


As bolotas do Panoramix (ver o Domínio dos Deuses) eram fantásticas. Atiram-se ao chão e ZÁS, nasce uma árvore a velocidade estonteante (para os Obélix deste mundo que nunca viram uma árvore a crescer...elas fazem-no devagar). Quando era pequeno imaginava frequentemente ter daquelas bolotas à mão. Era uma ideiafixa. Hoje ainda mais. Houve um incêndio? ZÁS. Abriu-se um caminho ilegal? ZÁS. Abateram-se sobreiros indevidamente? ZÁS. Hoje, hoje mesmo, davam jeito umas bolotas que atirasse ao chão e dessem flores (para a minha valentine), outras que atirava à cabeça daqueles que deixam tudo para a última da hora (aqui um menir também dava) e uma outra que desse uma flor anti-gato (para o sac... do bicho que me anda a estragar um cantinho do jardim).

2.12.2006

E o pará-quedas não foi preciso...


Hoje foram 3h30 a bombar serra acima serra abaixo, até as caimbras dizerem olá. Às 8h da matina a serra tá deserta, é uma maravilha. E enquanto a Superlight não volta ao activo foi mais uma volta de Foxy, desta vez a sério. Confirma-se que custa menos a subir do que eu esperava e desce muito bem. Mas falta-lhe as "ganas" da Superlight. Então nos single-tracks rápidos...
Hoje foi também a estreia do Parachute. Não é desconfortável, dá para comer, beber, falar ao telélé e mandar umas cuspidelas sem o tirar, o que é fixe. Dá uma segurança adicional para quando se anda sózinho mas fico com um ar um bocado alien. Mas em circunstância alguma foi necessário. Já tou a pensar no Avalanche :-)

2.10.2006

HOME ALONE

As miúdas não estão em casa hoje. Será que ainda me lembro de como é uma saída "à solteiro"?

E a resposta à posteriori: não !!!! :-((

2.06.2006

IT


Por oposição aos triciclos, no parque dos poetas, os vigias deslocam-se num IT :-))

O triciclo motorizado


Ok, não tem (muito) a ver com bikes mas apeteceu. O triciclo motorizado, cuja origem remonta aí a 1950s, é um daqueles anacronismos da nossa sociedade que eu associo ao não desenvolvimento. Aqueles motores a 2 tempos, às vezes a escape aberto, cheios de hortaliça e/ou matronas de avental e lenço (quiçá buço mas as velocidades “vertiginosas” da coisa não permitem ver...) guiados por gordos de bigode não são uma imagem do Portugal do século XX. São bem actuais !! Até a Câmara Municipal de Lisboa os tem mas neste caso substitui-se a hortaliça pelo ancinho, pá e enxada. Um veículo eléctrico seria igualmente manobrável, versátil e menos poluente. Mas com certeza menos pitoresco, não faria barulho nem nos permitiria inalar aqueles fuminhos tão agradáveis.

FOXY - A análise

Este domingo foi a estreia da Foxy off-road aproveitando a revisão do 5th element da Superlight. O percurso foi moderado/fácil; 40 Km, algumas subidas pronunciadas, outras tantas descidas, caminhos enlameados, algum asfalto. Aqui ficam as impressões:

1 – As descidas só tem piada a “abrir”. Aquilo come tudo o que aparece e nem é preciso estarmos a desviar de obstáculos menores ou grandes escolhas de trajectórias. Assim, ou se se acelera bastante ou o gozo/perícia da condução esbate-se. Sem dúvida que fará diferença em descidas XXX.
2 – Está ainda muito boinga boinga com o Float a 150 considerando um percurso misto. Vou ter de lhe aumentar a pressão aí para uns 160 ou 170. A geometria do quadro não favorece pois o acesso à válvula implica retirar o pivô. Mas depois de estar certo, em principio, não deverá ser preciso mais alterações.
3 – O Maxxis 2.3 à frente e o Bontrager 2.1 atrás deixam dúvidas sobre o material de que são feitos e reforçam o ponto 1; agarram em qualquer circunstância.
4 – Definitivamente os pedais de plataforma não são bons para descer rápido pois por 2 vezes os senti a fugirem. São óptimos para equilibrar, brincadeiras ou outras situações em que é preciso desencaixar rápido. Mas em ocasiões futuras levarei os de encaixe.
5 – Subir até foi melhor do que eu esperava, especialmente se utilizar o bloqueio. É preciso é força nas pernas. Mas com o boinga boing perde-se muita energia especialmente nas zonas mais técnicas.
6 – Rolar no asfalto. Aiii, é bom para treinar, só para isso !