SANTA CRUZ IMACULADA

Não, não é um post religioso na sequência do fds ecuménico em Lisboa. No sábado fui dar uma voltinha e lá emporcalhei a menina outra vez. Mas nada de especial, quase só no quadro, com as partes vitais (transmissão, suspensão, travões) nada afectadas. A bem dizer nem precisava de ser limpa. Mas eu tenho esta nóia de a limpar sempre, mesmo os pós residuais. Ao contrário de outros cujas bikes são monumentos à pedologia e revelam nas escoras e nos tubos travessias antigas, maratonas ao sul, raids ao Norte. Eu não, tal como um diácono que obtém conforto espiritual da limpeza das estátuas dos santos, eu gosto de limpar a bike, tranquilamente, numa rotina de descanso. Não há incenso queimado mas há o cheiro do WD-40, não há água benta mas há óleo de téflon. Verificam-se os apertos, coloca-se massa nos pedais, confirma-se a pressão na suspensão e amortecedor. É um ritual quase ZEN.




