9.29.2005

DALI para aqui


Nunca fui grande coisa a desenho. Agora faço uns patos estilizados encomendados à força pela pequenota mas isso são outras andanças. Na bike utilizo bastante os pinceis mas para a limpar (ontem por acaso foi mais uma consequência de Mafra: 1h a limpar a menina). Mas hoje quero ver se arranjo um tempito para me aventurar a desenhar um trilho giro que me permita fazer o Avalanche...mas ao contrário (sim, porque também há quem vá lá não apenas para descer !! ). Vou por isso tentar desbravar caminhos, encontrar estradões, serra acima, para já tudo virtual, ao deslizar do rato pelo software. Aposto que no sábado vai ser mais complicado.

9.27.2005

ONDE ESTÁ O WALLY?


Ainda na sequência deMafra. Uma colega que tem casa perto do trajecto dos 100 esteve a ver-nos passar e tentou descortinar-me mas desistiu porque éramos "todos iguais". O giro é que nós identificamo-nos precisamente quando estamos "fardados" e não seria a primeira vez que encontramos à paisana uma voz familiar cuja identificação permanece nebulosa até enfiarmos o personagem num capacete, óculos escuros, luvas e calção de licra.

9.26.2005

100 CONSEQUÊNCIAS


Não é bem assim mas lá fiz os 100 de Mafra. 1h quase a menos do que julguei mas um percurso bem mais fácil do que esperava (felizmente) e muito rolante. Caimbras quase a zero graças ao sal e ao Mg2+, boa companhia até aos 90, avarias e quedas mesmo a zero. Um traseiro dorido que obrigou a assaltar o creme das fraldinhas da filhota, uma sensação de corpo vazio no final (energy depleted), o dedo mindinho ainda meio adormecido e muito pouca vontade de repetir. Ok, dá para entender a pica de chegar ao fim, ver os nossos limites, passar os “aceleras” de rastilho curto, gerir o esforço, etc, mas continuo a preferir 100 vezes um passeio mais curto e intenso. E para a semana....Avalanche :-)

9.18.2005

Farewell Jimmy boy


Serviu-me bem e superou as expectativas. Depois de quase já o ter enfiado nos reciclados dei-lhe mais uma oportunidade. E sempre na roda traseira lá fez uns adicionais 650 Km (a juntar aos cerca de 1500 que já tinha) até ficar como a foto documenta (por oposição ao original como se vê no canto esq). Levou uns remendos, andou com câmara de ar (tubeless já não dava),suscitou a ira de quem me acompanhava ("ainda não trocaste essa m...?)" mas continuou a curvar lindamente e a descer com "grip". Decididamente, a Schwalbe é a minha marca preferida de pneumáticos.

Dê-Prê

1 sábado num casamento, fato e gravata, sapatos apertados, sermões de diáconos, croquetes e fotos da praxe.
1 domingo num gabinete, portátil online, email, documentos estratégicos, pensamentos profundos, drafts corrigidos.
Nem pó, nem vento, nem trilhos, nem subidas, nem descidas, nem curvas apertadas, nem suadelas, nem GPS, nem regulação da suspensão, nem arranhadelas, nem treino final para os 100 de Mafra.
Deprimente !!!

9.12.2005

VARIAÇÕES EM B(tt) MAIOR


Como já aqui foi referido, os “reservoir dogs” (Mr A, mr G, Mr P, moi même) num passado não muito longínquo, divertiam-se a guiar outros por passeios que eram também um reflexo dos nossos gostos. Esses evoluem e com o apetite por mais longo, mais técnico, mais acumulado, surge o revisitar desses passeios mas agora apimentados por variações que os tornam maiores em tudo. É giro fazê-los relembrando momentos antigos, bikes antigas, mas mantendo aquele gozo de sempre. Este domingo foi para as bandas do Espichel, uma paisagem deslumbrante cortada aqui e ali por mamarrachos embargados que a nossa inépcia/legislação/desleixo/descuido permitem que se mantenham erguidos, uma espécie de aviso desafiante à Natureza “ainda não desistimos de te estragar”. Isso infelizmente também parece que varia apenas para maior.

9.08.2005

Distribuição de forças ou a física da travagem


Em mais um claro exemplo de como as bikes podem ser um exercício para o corpo e mente, surgiu-nos uma questão muito interessante do ponto de vista físico (ciência) despoletada por um problema técnico. Quem tem travões de disco hidraulicos porventura já notou que em descidas prolongadas e/ou muito inclinadas, a manete do travão da frente deixa de retrair tanto passando a travagem a ser mais dificil, menos precisa e a força que fazemos na manete a ter de aumentar. A que se deve tal ? Sobretudo ao aquecimento do disco que transmite este calor à pastilha que por sua vez o transmite ao êmbolo levando a uma expansão do óleo (o calor dilata os corpos) e ao consequente diminuir do curso da manete. Sistemas de travão abertos como o Hope Mini possuem uma pequena câmara que compensam este efeito ao permitir um ajuste automático do posicionamento das pastilhas.
Bueno, então porque este efeito é maior no travão da frente ? Por 2 razões principais: (1) precisamente porque se verifica durante travagens onde há uma forte redistribuição das forças levando a uma progressiva deslocação de peso para a frente que está assim sujeito a um maior esforço (por isso o meu VW de 96 tem travão de disco ventilado à frente e pinças atrás!!!). Para mais detalhes ver http://www.tarorigin.com/art/Bschmidt/. (2) a mangueira do travão traseiro é muito mais comprida e consequentemente tem maior capacidade de dissipação.
E será tanto maior ou mais frequente quanto menos deslocarmos o corpo para trás nas ditas descidas. O “cú-pa-trás” equivale a um reposicionamento do centro de gravidade na máquina !
Finalmente terá tendência a agravar-se com o desgaste das pastilhas porque estas são feitas de um material dissipador de calor; quanto menor a sua quantidade, mais rapidamente o calor gerado pelo disco se transmite ao óleo.

É giro quando as coisas fazem sentido, não é ?

9.06.2005

DGCI e a performance

À primeira vista a relação entre a Direcção Geral das Contribuições e Impostos e o BTT é nula. Mas muitos há que babam pelo reembolso do IRS para investir naquela peça que dizem as revistas da especialidade (!!!) vai melhorar a nossa performance em 500% e a partir daí deixar os amigos para trás no trilho. Iá, iá. Assim se explica em parte porque, segundo dados recentes, a sigla DGCI aparece no top da preferência dos cibernautas portugueses, um pouquito atrás de "sexo" e um pouquito à frente de "pedalices".
Anyway, o monstro verde da tentação soprou o seu bafo pestilento deixando entender num múrmurio "eeellllssssworthhhhhhh.......IIIIIIddddddd". Mas mediante uma apurada técnica ZEN consegui alhear-me e resistir à tentação. E pelo sim pelo não...agarrei na massa e fiz uma aplicação financeira. Longe da vista...longe do importador.

9.04.2005

1,5 em 44 com quase 30

Para celebrar a "reentrée", mr G preparou-nos um pitéu. 44 Km com 1500m de desnível acumulado feitos a uma temp de quase 30 graus. Para quem não está habituado a estas coisas, até nem parece muito, pois não ? Mas se não fosse todo o exercício em Agosto acho que só de gatas teria conseguido fazer tal coisa. Mesmo assim foi delirante, subidas e descidas para todos os gostos por entre montes e vales que até agora desconhecia. E soube mesmo bem voltar a rolar acompanhado, "comer o pó" de alguém, comentar técnicas, discutir performances, etc.
Como diz a filhota: maissss !!!!!

9.01.2005

DONE :-((


E eis-me de volta. Numas férias que, como o BTT, tiveram altos e baixos. Houve lugar para 500 Kms percorridos cheios de descanso (mental!), esforço e muito prazer o que, a esse nível, faz deste Agosto o melhor mês de sempre. Pedalar entre os coelhos, as rolas, os açores, as raposas, as cobras, os castanheiros, os carvalhos, as pedras, as vacas, conviver com populações semi-esquecidas, dá sensações dificeis de descrever. Descer até o óleo dos travões não ter mais lugar para expandir, subir Kms e Kms, rolar, trialar, houve lugar para tudo. Quase que deu para esquecer os queimados !
A única queda a registar foi a que me doeu mais até hoje e nem fui eu mas a minha miúda. Uns arranhões, muito choro e um galaró de proporções épicas que condicionaram a visita às Beiras. Havia lá vontade para isso !! Uns bons copos, uns bons comes, 2 lugares paradísiacos sempre aqui no nosso rectângulo foram compondo as coisas. Faltou apenasum outro tipo de “descanso”, aquele que não é dado a quem faz férias com 1 piolha de 21 meses.
A máquina foi perfeita, desafiadora mesmo, como quem diz “então, e agora segue-se o quê ? Vá lá, eu ainda consigo mais que isto”. Vamos lá a ver se a consigo satisfazer. Para já, iniciei a fase dos suspiros pelas próximas férias.