6.30.2005

O mistério da bike holandesa


Para mim é um verdadeiro mistério a popularidade deste tipo de bike na Holanda. Esteticamente não são bonitas, são pesadas, travam andando com os pedais para trás (!!??), o steering é péssimo e não permitem um mínimo de agilidade. Andei numa em Leiden, empréstimo da amiga Pb (que de pesada só tem a mente :-) e fiquei ziek com a minha inépcia a conduzir tal coisa. Pb, behalen goed (?)

6.29.2005

PÉU


Tenho muitas reticências sobre um dia levar a minha filhota a fazer BTT. Os cortes, as cicatrizes, as quedas, são “ossos do ofício” e não quero experimentar a dor de ver dor na descendência. Mas a piolha revela já algum bom senso o que é bom sinal. A última é adorar andar com o capacete (“péu” de chapéu), adorno primeiro e essencial para qualquer ciclista. Na semana passada fomos à Mega e não descansou enquanto não os experimentou todos. Vamos lá ver no que isto vai dar.

6.28.2005

ZADELPIJN


Emprestado de um blog bonito: “Em holandês há uma palavra própria para descrever as dores no rabo que resultam de “bicicletar” quando já não se está habituado: zadelpijn (dor de selim). Eu tenho-a agora mas sei que daqui a nada já desenvolvo outra vez o calo que a previne.”
Eu na bike tenho selim especial com depressão para a próstata, underwear e calções almofadados. Não há zadelpijn que passe. Para o local de trabalho é que eu preciso de um halibut mental que isto de passar o dia sentado em frente ao portátil assa o espírito.

PASTILHA


Aqui há uns anos se alguém dissesse pastilha eu diria de seguida Gorila. Ou talvez Chiclete. Agora digo Fibrax. As Gorila podem saber bem mas fazem mal. As fibrax são essenciais mas nunca as lambi. Para já a única semelhança é que ambas se gastam mais depressa do que eu desejaria.

6.27.2005

23885 but who's counting !

O blog das minhas miúdas já marca quase 24000 no counter, um pouquito mais que este :-))
O abrupto que se cuide, tá a chegar a hora do Gremlin !!!!!

DESGASTE


Os casquilhos são aplicados em todos os pontos de união entre o quadro e todos os componentes articulados (móveis); por ex suspensão. São aplicados de forma a criar uma barreira que absorva os ruídos e vibrações entre a bike e o chão. Os casquilhos são dos elementos que mais pressões sofrem, e sempre dentro das condições mais severas pelo que devem ser resistentes mas não causar desgaste no quadro. Actualmente os casquilhos são feitos de materiais tipo Teflon/ poliuretano que não necessitam de manutenção nem lubrificação, tem baixo ruído e permitem um controlo preciso da geometria durante os movimentos da suspensão. Mas não são eternos em particular quando se obriga a máquina a esforço constante. Na antiga bike os primeiros tiveram de ser substituídos por volta dos 600 Km. Nesta começo a notar uma folguinha no casquilho do pivô por volta dos 2500 Km.

6.24.2005

Coatlaxopeuh


Pronuncia-se quatlasupe, é uma palavra azteca (Nahuatl) e em espanhol soa como “Guadalupe”. Crê-se residir aí a origem da denomição da “N. Sra de Guadalupe”, a virgem que apareceu a um Indio no México recentemente conquistado pelos espanhois. Em Nahuatl, Coa significa serpente, tla pode ser interpratado como o “de” e xopeuh significa esmagar. Guadalupe, a esmagadora de serpentes, bicho do qual o pai tem pavor quando pedala. Não podia ser mais apropriado. Mr P está de Parabéns, mr G, és o último dos moicanos :-))

NOSTALGIA


A peça mais antiga da Bike, a única a ter "sobrevivido" a 3 mudanças de quadro, foi ontem encostada às boxes. Apanhado por um ramo mais traiçoeiro, o desviador traseiro XTR cedeu finalmente. Mas ainda há esperança; a peça partida pode ser transplantada de outro a quem tenha acontecido infortúnio distinto pelo que já se iniciou a procura de um dador compatível. Dão-se alvíssaras a quem encontrar um. Até lá, um mano mais novo fará as funções.

6.23.2005

ALMA DORIDA


Parece que, com a inevitabilidade dos dias que passam, o fogo se acerca de nós. As imagens nas TVs são sempre dolorosas mas então quando ele chega a sítios que nos são queridos, a dor mistura-se com uma angústia terrível. Nunca me esquecerei do dia do casamento do Mr G, dia em que vários fogos assolavam Mafra e aquela mistura de sentimentos entre o gozo da festa e a tristeza de saber o que as chamas estavam a devorar. Ontem ele chegou novamente a Sintra, à Pedra Amarela e interrogo-me à distância o que teremos perdido. Desta vez até houve meios e o incêndio rapidamente controlado mas não chega para apaziguar a sensação de perda. E sim, eu até sei que o fogo é regenerador, pode ter um papel importante nos ecossistemas mas a sensação de perda permanece.

6.22.2005

APRECIAR INCERTEZAS


O próximo acessório a adquirir para quando pedalar só. Para fazer trilhos moldado pela vontade e pela inspiração da música. Espaço para montes de Flunkes, Mobys, Thieverys, Kruders, Mogwais and stuff. Tranças ?

ÁRVORES


O Liriodendrum tulipifera (árvore das túlipas) é a árvore da piolha e ontem fomos vê-la comemorando o solstício de Verão. Está linda e grande ! A piolha gosta de chegar ao pé das árvores e abaná-las, gesto de origem misteriosa. Mas ontem vi um anúncio de fraldas em que um bebé abana uma árvore. Coincidência...ou talvez não :-))

6.20.2005

Fomes, defeitos e feitios

A fome de andar é terrível. Passamos a semana a pensar naquilo, a antecipar descidas, a antever obstáculos, a imaginar como vai ser o próximo passeio. Este sáb, enquanto dormia a sesta com a filhota sonhei que estava com ela no cimo de uma descida bastante inclianda mas não havia bike; estava ali apenas uma espécie de tobogan e eu lá a sentei, comigo atrás a agarrá-la e descemos os dois. E no domingo, a ânsia de andar era tanta que, mesmo com o desviador knocked-down por um ramo, só queria fazer tudo o que via e resmungava, qual Mutley sem medalhas, se o percurso em questão não contemplava tudo aquilo que eu queria. O que vale é que já nos vamos conhecendo e dando um desconto pelas agruras comportamentais de cada um. O que não me impede de lhes chamar cotas, caginchas e outros mimos :-))


Don't cry for me Ribeira D’ilhas
The truth is I never left you
All through my wild days
My mad existence
I kept my promise
Don't keep your distance
And as for Lexim, and as for Cheleiros
I never invited them in
Though it seemed to the world they were all I desired
They are illusions
They are not the solutions they promised to be
The answer was here all the time
I love you and hope you love me

:-))))

CANHÃO


A Talas é uma canhão ! Superou todas as minhas expectativas. Com uma pressão ligeiramente superior à recomendada para o meu peso e o rebound a meio, tem um comportamento macio, praticamente não afunda (mesmo com travagens fortes), bombeia pouco e uma precisão invejável. No final da primeira descida rápida fiquei logo com a percepção de quão "perigosa" a bicha é. E o corolário foi ter feito pela primeira vez coisas que até agora nunca tinha conseguido apesar de várias tentativas. Coincidência ? Duvido. Agora falta comprovar fiabilidade, o que vai demorar mais tempo.

6.15.2005

TRIGONOMETRIA REVISTA


A propósito do último post fui rever alguns conceitos básicos de trigonometria que isto não é apenas pedalar. Tem ciência !! Ora vejamos, considerando que o ponto de partida está a menos de 2000m de altura (fica em Portugal !) e que 90% do trajecto de 50 Km é a descer (=45 Km) podemos imaginar um triângulo recto em que (OA)2 = (AC)2 + (OC)2 sendo que OA=45 Km e AC=2Km (para facilitar). Daí poderemos calcular o ângulo alfa, ou seja o declive médio (<1grau). Em suma, ou nos 10% de trajecto restantes temos verdadeiras "paredes" ou então precisamos de vento pelas costas para deslizar :-))

6.14.2005

Água na boca !


Recebi este convite:
ROTA DO VENTO (Descida desde Picoto Rainho (Oleiros) até à Sertã)26 de Junho de 2005
50 km, 90% a descer.
A inscrição (10€) inclui: transporte para o local da descida, banhos no final, Almoço, lembranças e sorteio de material diverso pelos participantes. Concentração 9h na Alameda da Carvalha (Sertã)Partida 9.30Inscrições até dia 23 de JunhoSorteio de lembranças no final
Para qualquer dúvida aqui ficam os contactosTel: 914244953/ 962901412selindabtt@portugalmail.pt

50 Kms??? 90% a descer :-)))))))))))))))))))))))))))
Não vai dar mas que é tentador, lá isso é !

LONE RIDER


O Lucky Luke anda sempre sózinho nas histórias com o fiel Jolly Jumper. Eu devido às "Travessuras" dos companheiros do costume, tenho passado uns tempos só com a minha Jolly Bike mas não posso dizer que me agrada. Não há com quem partilhar as emoções de uma boa subida ou daquela descida que desafiou a integridade física. Não há paragens, a não ser quando o corpo obriga mesmo, há uma média a melhorar, um acumulado de altitude a superar, etc, etc. Decididamente, prefiro quando somos os Dalton !

6.08.2005

CRIME, DISSE ELE !


Mais uma vez, deu à CML a fúria de limpeza/desmatação de Monsanto. A ideia é remover infestantes, limpar a mata, etc. 100% de acordo. MAS EM JUNHO COM ESTE CALOR ????
O mais curioso é que o próprio site da CML expõe um documento com um alerta da APIF (Agência para a Prevenção de Incêndios florestais) onde se alerta para o risco de incêndio elevado e que, entre outras coisas recomenda a tomada de medidas de carácter preventivo nomeadamente a supressão de acções em “manchas florestais de reconhecido valor económico, social e ecológico”; essas acções poderão ser levadas a cabo “desde que não se proceda à execução de trabalhos que envolvam a utilização de maquinaria susceptível de provocar faíscas ou faúlhas”. Pois...........

Assim, seguiu já este mail para daev.dm@cm-lisboa.pt com conhecimento a todos os grupos parlamentares da Assembleia Municipal:

Exmos Senhores
Tendo em conta o elevado calor que se tem feito sentir, gostaria de ser esclarecido sobre o momento escolhido pelos vossos serviços para dar início a mais uma accção de limpeza/desmatação no Parque florestal de Monsanto quando o próprio portal da CML expõe um documento da APIF (Agência para a Prevenção de Incêndios florestais) onde se alerta para o risco de incêndio elevado e que, entre outras coisas recomenda a tomada de medidas de carácter preventivo nomeadamente a supressão de acções em "manchas florestais de reconhecido valor económico, social e ecológico"; essas acções poderão ser levadas a cabo "desde que não se proceda à execução de trabalhos que envolvam a utilização de maquinaria susceptível de provocar faíscas ou faúlhas". Duvido que uma motoserra com motor de combustão se insira na categoria de maquinaria isenta destes perigos e confesso não ter visto nenhum dispositivo de combate imediato caso algum foco se inicie.

Convicto da relevância desta questão, aguardo uma resposta vossa, tão breve quanto possível. Com os meus melhores cumprimentos

Rui Malhó

6.06.2005

One giant turn (of wheel) for man, one tiny leap for mankind


Cenário: Penedo do Lexim em frente a descida já antes considerada imprópria

Anjinho: uuiiii, isto é mesmo impossível.
Diabinho: bom, dantes parecia mais dificil.
Anjinho: e este terreno solto e esboroado? Está mesmo a pedir escorregadela e queda valente.
Diabinho: definitivamente isto dantes parecia mais dificil.
Anjinho: caramba, é mesmo inclinado e ainda por cima em curva.
Diabinho: bom, ali até há uma escapatória.
Anjinho: náhhh, não é desta.
Diabinho: mas és um homem ou um ratoooooooooooo...................

Epílogo: desta feita o Diabinho venceu e a máquina desceu

6.03.2005

Vulpes vulpes


Ok, a decisão está tomada. Vai ser uma raposa. A Talas. Agora é preciso encontrar uma; estes simpáticos bichinhos não abundam e eu cá não acho piada à caça. A chumbar alguém é só mesmo os alunos que não merecem passar.

6.02.2005

SENSE AND SENSIBILITY

Ontem tive mais uma maravilhosa viagem ao mundo da técnica aplicada às suspensões. Numa das minhas lojas de referência estive a tactear várias, uma TALAS, uma Vanilla R e uma All Mountain.
A Talas é impressionante; funcionamento a ar/óleo, pernas de 32 mm, lockout, controlo do rebound e da compressão e curso variável ali ao alcance de um botão. Teoricamente é a suspensão perfeita mas custa big big money. Fica a questão: será fiável ? Aguentará toda a pancada que eu (seguramente) lhe daria ? Ou acabaria em mais despesas e menos pedalanço ? Dei-lhe 3 ou 4 “embates” e notei que ficou um pouco de óleo a banhar a perna esquerda o que não me deixou bem impressionado !! Particularmente porque algumas revisões na mtbr dizem exactamente o mesmo. Será normal?
A Vanilla R está definitivamente excluída. Suspensão muito boa para quem quer algo bastante “activo” que absorva tudo aquilo que o chão tem para dar, manter o conforto e vamos a acelerar. Eu gosto de sentir que umas coisas são mais dificeis que outras, senti-la a trepidar, não perder a subir 20% da energia gasta no pedalar. Aqui a única opção possível é a RLC para poder controlar a velocidade de compressão e recuperação. Mas o “LC” a mais paga-se bem.
A All Mountain é o mais próximo do que eu já tenho ou não fosse uma Marzocchi. Não é linda, antes pelo contrário, tem bloqueio em baixo (fixe nas subidas), banho aberto, comprovadamente aguenta tudo, é mais pesada, mas tem um feeling “rough” que deixa a sensação (apreciada por mim) que a suspensão está lá para ajudar e não para fazer o trabalho por nós. Mas o curso “começa” nos 130 mm o que é demais.
Uma outra opção até agora descartada tem sido a PACE RC-40. Linda, banho aberto, curso regulável, bloqueio, controlo do rebound e da compressão, leve, cara. Mas fibra de carbono numa suspensão....
And now ? Mr G ? Mr A ? Alguém ?